Pós-Cirurgia de Tireóide (4)

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Quinta-feira, dia 28 de maio. Dia após o Retorno ao Médico

Ontem atravessei a rua e me consultei novamente com o médico que me operou. Coloquei um xale bem bonito (pashmina), presente da minha nora quando nos visitou de Bangladesh, para “enfeitar” meu pescoço. Por sinal, pode-se reconhecer que se está perto de um consultório de um cirurgião de tireóide se perceber um desfile de senhoras com xales, lenços ou echarpes “adornando” (escondendo ou protegendo) esta parte do corpo.

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Depois da minha consulta, pediram para eu esperar para assinar alguns documentos que ainda estavam sendo providenciados. Enquanto aguardava, várias pessoas entravam e saíam. Observei enquanto uma, bem arrumada, mais ou menos da minha idade, parou diante da recepcionista com uma amiga e disse que precisava dos documentos para o tratamento com iodo. Fiquei pensando se ela acabara de ouvir a notícia de que era câncer ou se já estava em meio ao processo de lidar com o fato. Mas sua voz não era rouca e, da minha perspectiva de lado, seu rosto e gestos pareciam serenos. Assim, a Betty Sherlock deduziu, já que ela usava uma echarpe, que fizera a cirurgia, mas há algum tempo, e que já passara pelo primeiro choque.

Uma moça jovem, de uns 25 anos, de aparência simples, sentou no banco diagonal ao meu e começou a preencher um formulário. Eu conversei um pouco com a secretária e olhava o livro que levara. Entraram duas senhoras, com aparência européia. Uma, com esparadrapo no pescoço, sentou-se ao lado da moça, enquanto a outra falava com a atendente.

De repente, a moça veio para meu lado. Pensei que era para deixar lugar para a companheira da sua vizinha, aumentei o espaço e sorri para ela, pegando no livro novamente. Mas ela tocou no meu braço e sussurrou—a senhora já fez a cirurgia? Quando respondi que sim, perguntou—Como foi? Quando foi? Aí expliquei que fazia uma semana e que havia sido muito bom. Afastei o echarpe, mostrei o local da cirurgia e falei que havia doído muito pouco, que o problema maior era a rouquidão, mas que me asseguraram que isto iria passar. Que o pescoço havia doído, provavelmente da posição da cirurgia, mas que estava melhorando. Era como se alguém tivesse derramado bálsamo na sua alma, de tão aliviado que ficou seu rosto. Antes de podermos falar mais, mandaram-na entrar no consultório.

Quando falei sobre isto para meu marido, ele me lembrou que eu havia feito algo parecido quando fomos juntos para o médico, pedindo detalhes da experiência de uma senhora que lá esperava, com bons resultados. Realmente, faz um bem incrível enfrentar uma batalha, sabendo a natureza e o tamanho das dificuldades que podem nos esperar, mas também ciente de pessoas que já lutaram e venceram. Isto tanto na vida física quanto na vida espiritual. É interessante, como essas vitórias e experiências podem ser passadas de pessoa a pessoa, como uma corrida de revezamento…

As outras duas senhoras, antes de cara fechada, haviam ouvido minhas respostas (já que nem sussurrar eu consigo mais!), e começaram a me fazer perguntas também—se eu havia sentido muito calor, por exemplo. Realmente, não. Mas uma outra, que acabara de sair com seu marido, afirmou que ela tinha sentido também. Comparamos as datas da cirurgia. A da “européia” era mais recente. A da outra tinha sido no mesmo hospital no mesmo dia, algumas horas antes de mim. Disse que estava muito bem. Ambas sentiram dores no pescoço. Aí, uma outra secretária apareceu com os documentos, assinei tudo e me despedi, aproveitando para ir na farmácia ao lado antes de atravessar a rua.

Quando cheguei, minha sogra já estava preocupada. Havia ficado a maior parte do tempo na janela, vigiando para ter certeza que não iria desmaiar na rua. Ainda assim, não percebeu nem quando saí, nem quando vim para o lado de cá. Por um lado, fiquei achando que aquilo era totalmente desnecessário, que ela estava se afligindo à toa. Por outro, tenho que reconhecer que é muito bom ter uma “mãe” querendo meu bem, dia e noite, e zelando por mim….

Daqui a pouco, contarei o que o médico fez e disse. Mas, primeiro, vou terminar o relato dos dias anteriores.

Dor. Quando fiz a cirurgia, parecia óbvio para mim que grande parte do meu sofrimento seria na área da garganta da qual teria sido retirado a tireóide. Mas não foi assim. Não sei se enfiaram um monte de anestésico ali, mas, nos primeiros dias, a garganta quase que não doeu por dentro. Em vez disto, a dor principal se localizava no topo das minhas costas, irradiando da coluna para o ombro, quando engolia e quando mexia a cabeça. A nossa teoria é que forçaram a cabeça para trás ou para o lado para tirar meu queixo da frente do pescoço e assim trabalhar. Criaram uma espécie de torcicolo que ainda não passou por inteiro.

Queimação. Havia também muita queimação no meu peito, especialmente na segunda e terceira noite, quando eu procurava deitar de lado. A princípio, achei que vinha de dentro para fora—por causa do dreno que havia sido inserido e depois “arrancado”—mas quando ia mudando o micropore e colocando pomada antibiótica na ferida (duas vezes por dia, como o médico mandou), comecei a observar que a pele estava ficando mais e mais irritada e que a dor vinha quando ela era repuxada pelo adesivo, em função de um movimento ou peso.

Rouquidão. Eu sabia que poderia ficar rouca por causa da cirurgia, já que o crescimento era “mergulhante” junto às minhas cordas vocais. E realmente fiquei, até hoje. Mas eu não esperava as conseqüências da entubação. Uma semana depois, ainda sobe sangrento pigarro, catarro, escarro… (Você já observou alguma vez que todas estas palavras terminam com o som que se ouve quando tossimos e eliminamos a secreção? Tem momentos em que o português é uma língua tão expressiva, com suas palavras onomatopéicas—ou será que estas não podem ser classificadas assim porque apenas o fim emite o som ao qual me refiro?) De qualquer jeito, a secreção está diminuindo aos poucos e tenho chupado minhas pastilhas fielmente. Mas creio que isto também pode estar prejudicando a minha voz.

Cálcio. Outro efeito colateral que não esperava foi o desequilíbrio na distribuição do cálcio no sangue causado pelo mau funcionamento das glândulas paratireóides.  O formigamento da quarta-feira, que já citei, voltou na quinta à tarde, aumentando à noite, logo quando meu marido teve que viajar para Brasília. Foi quando assisti o filme Nannie McPhee, numa tentativa de tirar o foco daquilo que sentia—já que o médico havia falado que a preocupação pioraria a minha situação. Deus me deu paz e eu, finalmente, consegui dormir. Sem acordar com as temidas cãibras. (Eu não estava sozinha dentro de casa; meus sogros estavam aí e nosso futuro genro também—oferecida por nossa filha já que ele mora bem mais perto do que ela).

Carta para o médico. De manhã, resolvi escrever uma carta para o médico. Meu plano era de pedir o e-mail do consultório, através da secretária. Achei que ela poderia passar-lhe minhas observações e perguntas para ele depois me ligar. Assim não precisaria forçar a minha voz e facilitaria a comunicação. Fiz a carta e telefonei, mas, desta vez, ela entrou no time da secretária que me afastou do outro médico, e disse que ele não tinha tempo para ler e-mails, pois estava em consulta. Que ela poderia anotar meu número e ele ligaria de volta. Tentei, com minha voz de robô sem entonação ou modulação, convencê-la que a comunicação seria melhor se ele lesse a carta, mas não houve jeito. Deixei, então, meu número e ele, educadamente, me telefonou de volta do consultório.  (De fato, ele havia me dado o número do celular dele—eu poderia ter ligado até diretamente, se quisesse—mas odeio incomodar médicos. Tenho amigos médicos e amigas que são esposas de médicos e sei como estas interrupções podem atrapalhar a vida profissional e familiar).

Quando o doutor retornou a ligação, falei apenas das três preocupações principais—o formigamento, a pele irritada e a dor na nuca/costas. Ele aumentou a dose de comprimidos (realmente são cápsulas) para cálcio, de 6 mais 3 para 9 mais 6 (ou 3 mais 2 em cada refeição). Em outras palavras, pulei de 9 para 15 cápsulas por dia, apenas de cálcio. Insistiu para eu não ficar preocupada com isto. E mandou fazer exercícios de relaxamento para o pescoço/nuca. Perguntei se poderia colocar compressa quente ali e ele disse que sim.

Com respeito à pele irritada ao redor do furo (a área do corte estava debaixo de um esparadrapo colocado na cirurgia e não estava irritada), ele sugeriu substituir a gaze e micropore por um band-aid.

No consultório médico, aprendi as seguintes coisas:
A biopsia (anatomo patológico) deu “negativo para malignidade”. Isso corroborou o que o cirurgião já havia previsto mas foi bom ouvir/ver a confirmação. Sou muito grata a Deus!

Não havia pontos para tirar da minha garganta. O doutor simplesmente tirou o curativo, passou algo que ardeu e colocou outro. Devo deixá-lo durante duas semanas ou até cair. Posso tomar banho normalmente, evitando esfregar no local. Depois existe um creme para passar (Drenison) para ajudar a cicatriz a desaparecer. Ele também colocou um pedaço da mesma fita em cima do furo do dreno.

São seis meses sem sol em cima da cicatriz. Três com proteção de pano e três com protetor solar bem forte. Senão ela vai escurecer. Vou obedecer ao doutor.

Perguntei porque a área da cirurgia estava mais inchada agora. Ele disse que é porque ainda existem coágulos de sangue ali que não drenaram e que estão sendo absorvidas pelo corpo. Realmente, está ficando mais e mais amarelada também. Agora que estou sem tomar analgésicos, a dor na garganta é bem maior—ao toque e quando mexo/giro minha cabeça. Se ficar muito grande, poderei tomar um Tylenol/Paracetemol. Por enquanto, estou torcendo para que o processo de absorção termine logo. Mas, enquanto permanecer sem febre, creio que estará tudo dentro do normal.

Redução das medicações. Não preciso mais tomar antibiótico, nem o omeprazol, o tylenol… Devo tomar cálcio por mais uma semana apenas, duas cápsulas (oscal e rocaltrol) duas vezes ao dia. (Perguntei sobre as glândulas paratireóides, responsáveis pelo cálcio do corpo. Ele disse que nunca são retiradas, apenas sofrem por um tempo porque são separadas da tireóide; e não parece duvidar nadinha que funcionarão normalmente de novo).

Synthroid. É o nome do remédio que preciso tomar durante o resto da minha vida. Fui informada que é melhor tomá-lo pelo menos 15 minutos antes do café da manhã. Até agora estava tomando imediatamente antes. Assim, fui à procura de uma caixinha para remédios que havia comprado por centavos num yard sale (venda de quintal) nos Estados Unidos e para o qual nunca havia encontrado uso. Coloquei um comprimido (ainda no invólucro) em cada dia da semana e pus ao lado da cama. Ficará como parte do ritual de me levantar todo dia, juntamente com a colocação das meias de suporte.

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Minha voz. O doutor crê que ela irá voltar ao normal. Me fez tossir leve e repetidamente para soltar o catarro e demonstrou que a voz melhorava. Isto me faz lembrar de um momento no hospital sobre o qual esqueci-me de falar. Era cedo na primeira manhã quando entrou uma moça de feições orientais bem simpática que disse que era fisioterapeuta e que iria fazer alguns exercícios respiratórios comigo. Assim me fez inspirar e expirar pelo nariz, depois inspirar pelo nariz e expirar pela boca. Repetidas vezes. A um certo ponto, ela me pediu para colocar a mão no diafragma e empurrar levemente. Me fez inspirar três vezes pelo nariz e depois tossir levemente. Gente, subiu tanta coisa! Sem forçar nada. E sem dor nenhuma. Me senti tão aliviada! Estava com tanto cuidado para não tossir e romper algo indevidamente. Eis uma fisioterapeuta que vale seu peso em ouro—deve ser muito bom ser instrumento desse milagre todo dia naquela ala hospitalar.

Exames para fazer no início de julho: T4 livre, TSH e Cálcio ionizado.

Encaminhamento para a Endocrinologista. O doutor me deu uma carta para a especialista que havia consultado antes de vir até ele. Já marquei a consulta para quarta-feira que vem (03 de junho). Encaixa com o dia em que devo parar de tomar o cálcio.

Dirigir e trabalhar. Tenho que esperar mais uma semana para dirigir. Posso sair e começar a assumir minha vida normal, usando o bom senso. Sem, entretanto, carregar/levantar peso—por pelo menos um mês. Deixe eu ver—a cirurgia foi no dia 19  de maio. Deus permitindo, meu neto chega no dia 17 de junho. Se um mês for de 28 dias, já poderei pegar nele…. ☺

Mais algumas observações.
O lábio já está completamente sarado. Incrível o poder restaurador que Deus instalou em nosso corpo! Ao mesmo tempo em que meu cérebro automaticamente engatilhou certos processos químicos para consertar meu beiço, ele também iniciou outros para cuidar dos ferimentos na garganta e nos órgãos afetadas! Uma rápida olhada neste link sobre cicatrização dá uma idéia da maravilhosa complexidade destes processos que ocorrem em nosso corpo, em menor ou maior grau, diariamente.

Substituição da tireóide por medicação (reposição hormonal). Parece que me adaptei bem a este novo elemento na minha vida.

A voz. Continuo bastante rouca mas sei de pessoas que começaram o processo de recuperação sem voz nenhuma, portanto tenho bastante esperança de poder falar normalmente de novo. Me incomoda não poder transmitir pensamentos de maneira suave através da modulação da minha voz. Ela me parece agressiva e, ao mesmo tempo, se isto for possível,  inexpressiva.

O hospital. Uma moça simpática da SAC do hospital Nove de Julho, com nome de Bruna, ligou para mim para saber se havia ficado satisfeita com os serviços do hospital. Disse-lhe que sim e que havíamos apreciado especialmente o contato com a sala cirúrgica e elogiei outras coisas também. Apenas não me lembrei na hora daquela fisioterapeuta…

Está na hora de parar—se você conseguiu ler até aqui, está de parabéns. Que possa poder colocar as informações no “arquivo morto” dos seus registros mentais por longo tempo ou, melhor ainda, nunca precisar voltar a elas… Mas, se um dia passar por algo parecido, espero que possa estar ciente de que está vivendo na presença do Deus todo-poderoso, por ser filho ou filha dele. Assim, ele estará próximo, dando forças e sentido a cada coisa que acontecer, até o dia do encontro celestial e o início de uma vida eterna onde os echarpes servirão apenas para enfeitar e não para esconder ou proteger.

Abs, Betty

(Continua aqui)

595 Comentários a “Pós-Cirurgia de Tireóide (4)”

  1. vera disse:

    Olá Betty adorei o seu blogue e o seu esclarecimento sobre este tema que tanto nos amedontra eu fiz a minha cirurgia no passado dia 25/02/2015 portanto 13 dias estou com o pescoço inchado e agora comecei a ter tosse estou com medo desta tosse prejudicar os pontos por dentro eu tirei os os pontos na passada sexta feira acha que devia procurar o medico ou esperar pela minha consulta do medico dia 17 com o edrocologista? Beijos de Portugal

  2. betty disse:

    Olá, Vera do Portugal. :-) Não sou médica, portanto não posso lhe dar uma resposta clínica. Mas o que nós fazemos aqui (receita da minha sogra que morava no nordeste do Brasil) é colocar um pano ao redor do pescoço para dormir (fronha de algodão ou pano de prato, dobrado ao comprido em três, e amarrado com broche grande), com alcool líquido pingado no pano (sem ser totalmente molhado). Ajuda muito para não tossir quando deitada! Tem xaropes fitoterápicas, chás de mel, limão, alho, etc… Já se passaram 15 dias, o que é bom, mas se piorar, e você realmente achar que está lhe prejudicando (dor, febre) consulte um médico… Que Deus a abençoe, Betty, canadense, que mora no Brasil há 40 anos).

  3. Lucas J. disse:

    Olá, gostaria de saber se insônia é algo comum depois do pós operatório? fiz recentemente a cirurgia (3 dias), pois para mim tem sido um desafio conseguir dormir, se tiverem algumas dicas. Betty como funciona a sua rotina, tem algo ou mudança de algo que interferiu nela depois da cirurgia?

  4. betty disse:

    Olá, Lucas – creio que insônia e incômodos são comuns durante os primeiros dias pós-cirurgia. E até nas primeiras semanas, dependendo da extensão da intervenção e da sua própria saúde. Eu já estou indo para seis anos pós-cirurgia e estou bem – não houve impacto na minha rotina e nem na minha maneira de ser (fora de tomar um comprimidinho toda manhã e ainda interagir com pessoas que comentam nos meus postos daquela época :-) )
    Espero que logo melhore e que esse tempinho de parar e refletir sobre a brevidade e imprevisibilidade da vida possam levá-lo a ter o prazer de conhecer e servir a Deus e a outros seres humanos de modo abençoador.
    Jesus disse: eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai, senão por mim. João 14:6.
    Abs, Betty

  5. Marcia disse:

    Eu fui operada dia 16.03.2015,tudo até agora muito tranquilo.

  6. Andreia disse:

    Olá Betty minha mãe fez a cirurgia a 1 dia e ela sente muita vontade de tossir e pigarro na garganta. O médico disse q tudo bem que é normal, mas gostaria de saber o que vc fez para melhorar, além do pano com alcool.
    receitas caseiras ñ medicação claro.

  7. betty disse:

    Que bom, Marcia. Espero que tudo continue correndo bem.
    Abs, Betty

  8. adeilde disse:

    Olá Betty, foi muito esclarecedor os seus comentários, também acabei de fazer essa cirurgia e estou sentindo as mesmas coisas que você falou que sentiu. isso me deixou mais tranquila. Obrigada.

  9. Marilza disse:

    Olá, dia 20/06 vou passar por essa cirurgia de retirada da tireóide e estou apavorada, seus comentários me ajudaram bastante. Obrigado!

  10. Gisele disse:

    Olá Betty ,
    faz quase um mês que fiz minha cirurgia ,tirei metade da glandula . Estou com muita tosse , tipo uma pagaria na garganta que não sai … Vou experimentar o paninho molhado com álcool ,pq ataca mais a noite e incomoda
    …. Estou tomando um remédio que comprei para tosse alergica … Senti melhoras … Mas gostaria de saber se pela sua experiência ,isso é normal ? Já faz duas semanas com essa tosse …..
    Desde já obrigada e felicidades pra ti …..

  11. Marleide disse:

    Olá bety fiz minha cirurgia agora 25/06/2015 no domingo meu corpo inteiro formigou na terça feira fui parar no hospital com constipação sofre muito mais agora estou bem a minha duvida é a seguinte fiz a cirurgia dia 25 tenho retorno dia 10/07 e tenho que continuar com o mesmo curativo eu le que vc trocava os curativos e gostaria de saber o tamanho do corte o meu deu 9cm a minha punção deu suspeita de malignidade estou ansiosa pra saber o resultado logo pois é apavorante a a espera…obrigada..

  12. Creusa Mendes disse:

    Fiz uma cirurgia identica e graças a deus nao sentir nada só em casa que sentir tosse e é logico a roquidao

  13. Creusa Mendes disse:

    foi realizada dia 1º de julho 2015,o medico nao passou antibiotico e nen antinfamatorio.agradeço a Deus

  14. tatiane disse:

    fico lendo os comentários e só tenho a agradecer a Deus, pois não tive quase nada de problema, a voz ficou rouca por uns 10/15 dias e mais nada. Nem parece que retirei a tireoide. O diagnóstico era de CA mesmo, mas nem mesmo a iodoterapia foi necessária. Foi uma experiência super válida. Até cantar eu consigo. Faz quase 05 meses que operei, o corte tem uns 4 cm. Foi mega tranquilo, sem dor, sem incomodo, sem nada. Dois dias depois da cirurgia estava no cinema. Não tenham medo´, nem parecia que eu estava operada. Tenham fé.

  15. Ana Caroline disse:

    Olá, irei realizar minha cirurgia ainda esta semana. Minha biópsia deu INDETERMINADO e por isso o médico achou melhor retirar. São dois nódulos. Espero ter uma boa recuperação como a da Tatiane. Deus irá me operar. Depois volto pra contar como foi. Adorei o post. Bjs.

  16. angelina disse:

    Estava morrendo de medo de ler esse artigo.
    Pensei e se …..
    Mas graças a Deus, vc escreveu tudo que eu queria ler.
    Se eu tivesse que escrever sobre o esmo assunto, poderia fazer uma cópia com a sua autorização e assinar meu nome.
    obrigada!
    Que Deus abençoe a todas nós “destiroideadas” …

    PS. dói pra caramba depois que passa a anestesia e vc está em casa, o pós operatório é chato,a pigarra incomoda, o pescoço fica feio, a voz fica rouca e por ai vai.
    Dizem que melhora vou aguardar. Faz uma semana que operei.
    beijos.fica com Deus.

  17. ereni lopes disse:

    Oi bety fiz minha cirurgia dia 23 de setembro 2015 estou com 15 dia de cirurgia minha voz está tão baixo ninguém quase não entende o que eu falo,estou com tanto medo de minha voz não volta. Com quanto tempo vc recuperou-o sua voz?

  18. betty disse:

    Olá, Ereni. Cada caso é um caso, mas no meu, a minha voz voltou, bem devagar. Veja http://www.cronicasdocotidiano.com/?p=1090 (Pós-cirurgia de tireóide (7) – Completando 3 meses e meio) e os posts anteriores para acompanhar. Agora já se passaram seis anos. Que Deus a abençoe.

  19. Dayane Mendes disse:

    Olá Betty!
    Os relatos sobre todo o processo da cirurgia e pós operatórios, são de extrema importância para quem vai passar por isso ou ja passou. Hoje por volta das 15 horas fará 72 horas que estou cirurgiada da TIREOIDECTOMIA TOTAL. Moro em Mossoró-RN e viajei quase 300 quilômetros pra fazer o procedimento cirúrgico na capital, que é NATAL-RN. Passei 24 horas internada e recebi alta no dia seguinte e o médico havia recomendado eu passar mais 24 horas pela cidade de Natal e então com 48 horas de cirurgia eu segui viagem de retorno a minha cidade Mossoró. A operação foi um sucesso e o pós operatório tem sido satisfatório..Apesar dos incômodos, que por hora são esperados.. No meu caso, foi um nódulo detectado na região da tireóide e foi feito a punção e o resultado foi suspeito de malignidade. Então, a solução era cirúrgica. Agradeço ao meu Deus, por tudo ter dado certo. E pela recuperação está seguindo bem..
    Um abraço à todos, e que Deus ilumine a cada um..

  20. marlene disse:

    Olá Vou fazer uma cirurgia da tireóide. também estou apreensiva. Queria saber se o pós operatório dói muito. E se a voz demora voltar ao normal? Por favor me dig alguma coisa a respeito Beijos Vou operar no mês de novembro

  21. sara disse:

    Olá! Escrevo diretamente de Portugal, encontrei por acaso o seu blogue e dou graças a Deus haver gente que se preocupa em deixar o seu testemunho para tranquilizar os outros. Muito obrigado de coração.
    Tenho 26 anos e Doença de Graves, há quase 3 anos que ando a tentar controlar os valores com medicação, mas sem sucesso. Depois de muitas tentativas fui encaminhada para a cirurgia.
    Está marcada para a próxima semana, dia 6 de novembro. Estou em pânico! Nunca fui operada, nem internada, nem anestesiada… Não ando a dormir nada de jeito sempre a pensar no dia que está a chegar (e está a chegar tão rápido). A minha família anda muito preocupada e eu tento sempre passar uma imagem tranquila, mas no fundo estou bem pior do que eles todos!Comecei este domingo a beber a solução de lugol a 5% (alguém aqui também teve de beber?), a endocrinologista passou para que a glândula fique menos sangrenta na altura da operação. Agora estou com uma irritação na garganta e alguma tosse, não sei se pela solução que arde sempre que bebo, se porque com a chegada do inverno apanhei alguma constipação típica da época do ano. Alguém sentiu o mesmo quando tomou?
    Estou a ser seguida num dos melhores hospitais públicos do país, mas infelizmente aqui em Portugal, não é fácil conseguir ter contacto com o médico para lá do dia da consulta e há muitas perguntas que ficam por colocar.
    Muita sorte a todas e que Deus esteja sempre connosco.

  22. HELLENA disse:

    Olá, fiz minha cirurgia há 15 dias e sindo a garganta “amarrada”, uma certa tensão ao engolir. Vocês também tiveram isso?

  23. HELLENA disse:

    Também gostaria de saber se tem alguém por aqui que não toma remédio depois de fazer tireoidectomia parcial.

  24. MJoe disse:

    Olá Helena, também andei procurando por pessoas que não tomam remédios, mas minha cirurgia foi tireoidectomia total,então sei que tenhoque tomar remédios. Andei fazendo uma “excursão” pelos fóruns para ver a questão do Puran, e todas as pessoas mais experientes comestes problemas causados por este medicamento afirmam que é necessário fazer reposição com T3 e T4 bioidênticos, o que só é possível se encontrarmos um médico que não seja escravo da indústria perversa dos medicamentos. Será necessário fazer exame para avaliar o T3 livre e reverso também, além do T4, e fazer sensograma para avaliar os níveis de zinco e selênio. O iodo pode ser obtido nos alimentos e com o lugol a 5% (02 gotas por dia). Vou procurar até encontra um médico que trabalhe desta maneira, o que obviamente não está sendo fácil.
    VITAMINA D
    Comecei há cinco dias (dia 14/11/2015) a tomar 01 gota de vitamina D.
    Procuro pegar sol todas as manhas.

  25. betty disse:

    Hellena, creio que muitos não tomam remédio depois de uma tireoidectomia parcial, pois a glândula continua funcionando. Para saber se será necessário ou não é preciso fazer acompanhamento com exames clínicos.

  26. Aline disse:

    Eu fiz a minha dia 16 sai hontem mas a dor na garganta para engolir é orrivel espero que melhore pos doi muito

  27. betty disse:

    Vai demorar alguns dias para melhorar, Aline, mas são poucos. O segundo dia muitas vezes é o pior porque os efeitos dos sedativos e anestésicos desaparecem. Espero que logo-logo passa. Abs, Betty

  28. ALINE disse:

    olá, fiz minha cirurgia no fim do ano passado, fiquei uns 06 meses sem conseguir falar direito, mas graças a deus já estou bem, gostaria de saber se você sentiu ou ainda sente falta de ar ao falar ou ao fazer pequenos esforços, por que eu fiquei com muita falta de ar que melhorou bastante mas ainda sinto com frequência ainda hoje, minha fono diz que não tem mais haver com a cirurgia, qual sua opinião com relação a isso?

  29. betty disse:

    Olá, Aline: Se isso começou DEPOIS da cirurgia, as chances são grandes de ser relacionado a ela. Sugiro que você procure um clínico geral pedindo testes clínicos ou um(a) endocrinologista que especializa em lidar com as glândulas como a tireóide (ou a falta delas).
    Espero que consiga encontrar a causa e a solução!
    Que Deus a abençoe em 2016.
    Abs, Betty

  30. Valéria disse:

    Oi Beth! Tem cinco dias que fiz cirurgia, e não tive dores… Só as dores parecidas com as que você fala, no pescoço, mas achava que era de uma hérnia de disco que tenho… De qualquer forma, vou relatar na consulta ao médico.
    Parabéns pelo blog!!
    Abçs, Valéria

  31. Hely therezinha disse:

    olá Beth ? fiz a cirurgia parcial no dia 05/01/2016 , pois estava com um caroço no lobo direito da tireoide to bem graças a Deus sem rouquidão nem dores mas o meu pescoço estava esta inchado , ai voltei na medica e ela me disse que era liquido e tirou na seringa um liquido meio escuro, mas no dia seguinte parece q ja esta do mesmo jeito vou marcar um retorno , tenho dificuldade pra erguer a cabeça parece q o região da cirurgia ainda está anestesiada será q é normal ? fique com Deus

  32. Olá Hely Therezinha,
    Tem uma semana que fiz minha cirurgia, (03/02/2016 ),
    Tmb não sinto dor alguma,mas estou com pescoço inchado,tenho dificuldades de engolir,erguer a cabeça,meu médico falou que pode ser líquido tmb,
    Não sei o que será feito em relação a isso.
    Mas a região ainda esta anestesiada eu acho ser normal, quando operamos cortamos vasos,acho que é comum sentir isso por um tempo.
    Adorei o blog Beth.

  33. betty disse:

    Olá, Hely Therezinha: Já se passaram quase seis anos desde que fiz a cirurgia e nem sempre tenho tempo para responder aos comentários, entre meus outros afazeres. Espero que vc já voltou ao médico e que os problemas passaram. Se não, continue indo atrás de soluções, está bem? Abs, Betty

  34. betty disse:

    Olá, Daniela: Ainda faz pouco tempo desde a sua cirurgia. Mas vá listando o que incomoda para dizer no retorno ao cirurgião. Se incomodar muito, uma opção seria voltar ao pronto socorro do hospital da operação. Foi o que fiz quando tive caibras depois da minha. Espero que logo consiga levantar a cabeça! Abs, Betty

  35. ellen alves disse:

    olá, tenho 15 anos e hoje faz exatamente 10 dias que retirei a glandula. todos os sintomas que vc teve eu tbm tive principalmente o do calcio. tenho uma pergunta para vc. com a reposiçao hormonal vc ganhou ou perdeu peso? irei começar com os remedios daqui algumas semanas e todos os sites que entrei nao especificaram a minha pergunta… grata desde já… bjs…

  36. betty disse:

    Olá, Ellen. Nem ganhei, nem perdi. Se você comer e exercitar-se devidamente, creio que não deverá ter problema nessa área. Abs, Betty

  37. Gleice disse:

    Olá Betty!
    Tem dois dias que fiz uma cirurgia parcial da tireoide,
    Tive um pos operatório horrível com reações da anestesia , como vomitos msmo tomando remedios para vomito e muitas dores na cervical.
    Agora estou um pouco melhor sinto minha perna esquerda com formigamento e muita dor na garganta qd engulo, gostaria de saber se isso e normal?
    Pois o medico não passou nenhum remedio!
    A nao ser analgesico e remedio para enjôo.

  38. betty disse:

    Olá, Gleice: Os primeiros dias normalmente não são muito bons. Entretanto, se o formigamento continuar, consulte um médico. Vc provavelmente precisará tomar cálcio por uns dias e ele/ela irá saber a dosagem. Espero que logo melhore! Abs, Betty

  39. Raquel disse:

    Olá Barth parabéns pelo blog.
    Tem 4 dias que fiz a cirurgia total tireoide. Na região do corte ficou muito inchado e muito vermelho. Não, dói, não fiz repossicao de cálcio, não tive necessidade. Mas o hormônio sim…
    Minha preocupação é a cirurgia mesmo, será que isso pode mesmo acontecer..seria uma inflamação.? pois o medico não passou nenhum antiinflamatorio/antibiótico.
    Acho que e so um desabafo porque estou preocupada. Foi feriado e não encontrei o medico..Beijos. Raquel.

  40. betty disse:

    Olá, Raquel: Daqui a uma hora já será segunda-feira e fim de feriadão. :-) Assim sendo, você poderá contactar algum médico, se for necessário. Creio que não é incomum ser inchado e vermelho tão pouco tempo após a cirurgia. Entretanto, se não melhorar, ou piorar, merece ser investigado e tratado. Espero que logo melhore. Abs, Betty

  41. Claudia disse:

    Olá Betty. Tudo bem? Passei pela cirurgia de tireoidectomia em 13/05/16, ainda estou me recuperando, tive paralisia da corda vocal a direita começarei o tratamento com fonoaudióloga.
    A biopsia deu positivo para carcinoma papilifero e graças a Deus não será preciso a iodoterapia.
    Preciso de ajuda, dos seus conhecimentos, mesmo tirando a glândula tireoide tenho direito ao saque do FGTS? Obrigada e Parabéns pelo Blog. Abraços. Claudia

  42. Angelica disse:

    Olá Beth, fiz a cirurgia de retirada de tireóide devido a suspeita de câncer o que foi totalmente descartado graças a Deus, minha voz voltou ao normal na mesma semana da cirurgia não fiquei rouca em mmomento nenhum. Bem canto em coral sou SOPRANO, e o médico me falou que meu naipe com certeza iria mudar para um CONTRALTO, estou bem chateada com isso realimente não consigo alcançar as notas mais agudas, estou entregando tudo para Deus, gostaria de voltar a ser SOPRANO estou com fono e professora de tecnica vocal mas não sei se voltarei a ser SOPRANO voce conhece alguem que tenho recuperado o naipe de voz

  43. betty disse:

    Olá. Angelica. A minha voz ficou irreconhecível depois da cirurgia. Depois de uns três meses, voltou ao “normal” E sempre atribuí a minha crescente incapacidade de cantar bonito à crescente idade e não à cirurgia. Como a diminuição de olfato também.
    Entendo o seu desapontamento. De verdade. Entretanto – se fosse comigo (já tive muita experiência com desapontamentos na vida), procuraria ver o que o Deus que me criou e que me adotou como filha, tem para mim nessa nova situação. Tem um velho ditado que diz que “Deus escreve certo por…”. Não está na Bíblia, mas descreve a realidade quase como se fosse. Consigo olhar para trás e identificar muitas situações em que isso ocorreu – que aquilo que parecia ser calamitoso levou, com tempo, a momentos e situações especiais e preciosas – que nunca teríamos procurado ou encontrado de outra forma. Se ele lhe deu uma nova voz, use-a para glorificar a Ele, da melhor forma, tanto cantando quando falando. Peça a Ele para lhe ajudar a SENTIR gratidão no coração por ainda poder se comunicar em voz audível e agradável. Um grande abraço, Betty
    P.S. Me vem à mente o famoso poeta-cantor Leonard Cohen (Hallelujah e muitos outros), que vim a apreciar por ser um dos favoritos do meu marido. Viemos ouvi-lo há alguns anos em Calgary, no Canadá. A sua voz na velhice ficou muito mais grave. Poderia ter sido uma tragédia, mas ele fez com que virasse a marca registrada dele.

  44. Kátia Silene disse:

    Olá Betty parabéns pelo blog.
    Tem 22 dias que fiz a cirurgia total tireoide. No geral estou super bem, tive uma recuperação pós cirúrgica ótima, embora também se tenha sentido os encomodos dos formigamentos nas mãos e lábios e as tonturas nos primeiros dias. Já sai do hospital tomando cálcio, agora estou aguardando para começar a reposição hormonal. Sou professora e minha voz não está 100% ainda, fico um pouco rouca e cansada quando falo demais ou fico agitada. Mas já marquei fonoaudiologia para fazer uma avaliação. Ainda estou ansiosa para saber o resultado da biopsia, mas espero em Deus que dê negativo, e eu não precise fazer o tratamento com iodo. O médico havia me falado para ficar com o local do corte coberto por aproximadamente um mês, para uma boa cicatrização, pois o sol aqui em Brasilia e muito intenso. Como sinto muito calor para ficar com cachecol ou algo assim, será que poderei ficar com curativo ou bandaid.
    Mais uma vez Obrigada por dispor de seu tempo em compartilhar sua história. Bjus em seu coração.

  45. betty disse:

    Olá, Kátia:
    Não sou médica. Entretanto, eu sei que a cicatriz ficará menos aparente se vc mantiver fora do sol. Assim sendo, faça um esforço por mais um tempo. Creio que curativo ou band-aid podem acabar puxando/irritando a pele e não seria uma boa opção, fora da possibilidade de você bronzear ao redor e ficar com duas cores naquela área. Tenho percebido que os especialistas médicos tendem a usar esses ao mínimo, até depois das cirurgias. Para mim, um bom protetor solar, nesse estágio, se tudo estiver sarado por fora, talvez seja a melhor solução. Ou blusas com a gola um pouco mais alta. Ou programar a maioria das saídas para horas quando o sol não está forte… Espero que a voz se recupere e que o resultado seja negativo. Mas é possível encontrar forças em Deus para lidar com qualquer situação quando Ele é nosso Pai, através da nossa fé no seu filho Jesus, como nosso Salvador. Um grande abraço.

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