Pós-Cirurgia de Tireóide (4)

Crônicas do Cotidiano > Pós-Cirurgia de Tireóide (4)

Quinta-feira, dia 28 de maio. Dia após o Retorno ao Médico

Ontem atravessei a rua e me consultei novamente com o médico que me operou. Coloquei um xale bem bonito (pashmina), presente da minha nora quando nos visitou de Bangladesh, para “enfeitar” meu pescoço. Por sinal, pode-se reconhecer que se está perto de um consultório de um cirurgião de tireóide se perceber um desfile de senhoras com xales, lenços ou echarpes “adornando” (escondendo ou protegendo) esta parte do corpo.

scarf1

Depois da minha consulta, pediram para eu esperar para assinar alguns documentos que ainda estavam sendo providenciados. Enquanto aguardava, várias pessoas entravam e saíam. Observei enquanto uma, bem arrumada, mais ou menos da minha idade, parou diante da recepcionista com uma amiga e disse que precisava dos documentos para o tratamento com iodo. Fiquei pensando se ela acabara de ouvir a notícia de que era câncer ou se já estava em meio ao processo de lidar com o fato. Mas sua voz não era rouca e, da minha perspectiva de lado, seu rosto e gestos pareciam serenos. Assim, a Betty Sherlock deduziu, já que ela usava uma echarpe, que fizera a cirurgia, mas há algum tempo, e que já passara pelo primeiro choque.

Uma moça jovem, de uns 25 anos, de aparência simples, sentou no banco diagonal ao meu e começou a preencher um formulário. Eu conversei um pouco com a secretária e olhava o livro que levara. Entraram duas senhoras, com aparência européia. Uma, com esparadrapo no pescoço, sentou-se ao lado da moça, enquanto a outra falava com a atendente.

De repente, a moça veio para meu lado. Pensei que era para deixar lugar para a companheira da sua vizinha, aumentei o espaço e sorri para ela, pegando no livro novamente. Mas ela tocou no meu braço e sussurrou—a senhora já fez a cirurgia? Quando respondi que sim, perguntou—Como foi? Quando foi? Aí expliquei que fazia uma semana e que havia sido muito bom. Afastei o echarpe, mostrei o local da cirurgia e falei que havia doído muito pouco, que o problema maior era a rouquidão, mas que me asseguraram que isto iria passar. Que o pescoço havia doído, provavelmente da posição da cirurgia, mas que estava melhorando. Era como se alguém tivesse derramado bálsamo na sua alma, de tão aliviado que ficou seu rosto. Antes de podermos falar mais, mandaram-na entrar no consultório.

Quando falei sobre isto para meu marido, ele me lembrou que eu havia feito algo parecido quando fomos juntos para o médico, pedindo detalhes da experiência de uma senhora que lá esperava, com bons resultados. Realmente, faz um bem incrível enfrentar uma batalha, sabendo a natureza e o tamanho das dificuldades que podem nos esperar, mas também ciente de pessoas que já lutaram e venceram. Isto tanto na vida física quanto na vida espiritual. É interessante, como essas vitórias e experiências podem ser passadas de pessoa a pessoa, como uma corrida de revezamento…

As outras duas senhoras, antes de cara fechada, haviam ouvido minhas respostas (já que nem sussurrar eu consigo mais!), e começaram a me fazer perguntas também—se eu havia sentido muito calor, por exemplo. Realmente, não. Mas uma outra, que acabara de sair com seu marido, afirmou que ela tinha sentido também. Comparamos as datas da cirurgia. A da “européia” era mais recente. A da outra tinha sido no mesmo hospital no mesmo dia, algumas horas antes de mim. Disse que estava muito bem. Ambas sentiram dores no pescoço. Aí, uma outra secretária apareceu com os documentos, assinei tudo e me despedi, aproveitando para ir na farmácia ao lado antes de atravessar a rua.

Quando cheguei, minha sogra já estava preocupada. Havia ficado a maior parte do tempo na janela, vigiando para ter certeza que não iria desmaiar na rua. Ainda assim, não percebeu nem quando saí, nem quando vim para o lado de cá. Por um lado, fiquei achando que aquilo era totalmente desnecessário, que ela estava se afligindo à toa. Por outro, tenho que reconhecer que é muito bom ter uma “mãe” querendo meu bem, dia e noite, e zelando por mim….

Daqui a pouco, contarei o que o médico fez e disse. Mas, primeiro, vou terminar o relato dos dias anteriores.

Dor. Quando fiz a cirurgia, parecia óbvio para mim que grande parte do meu sofrimento seria na área da garganta da qual teria sido retirado a tireóide. Mas não foi assim. Não sei se enfiaram um monte de anestésico ali, mas, nos primeiros dias, a garganta quase que não doeu por dentro. Em vez disto, a dor principal se localizava no topo das minhas costas, irradiando da coluna para o ombro, quando engolia e quando mexia a cabeça. A nossa teoria é que forçaram a cabeça para trás ou para o lado para tirar meu queixo da frente do pescoço e assim trabalhar. Criaram uma espécie de torcicolo que ainda não passou por inteiro.

Queimação. Havia também muita queimação no meu peito, especialmente na segunda e terceira noite, quando eu procurava deitar de lado. A princípio, achei que vinha de dentro para fora—por causa do dreno que havia sido inserido e depois “arrancado”—mas quando ia mudando o micropore e colocando pomada antibiótica na ferida (duas vezes por dia, como o médico mandou), comecei a observar que a pele estava ficando mais e mais irritada e que a dor vinha quando ela era repuxada pelo adesivo, em função de um movimento ou peso.

Rouquidão. Eu sabia que poderia ficar rouca por causa da cirurgia, já que o crescimento era “mergulhante” junto às minhas cordas vocais. E realmente fiquei, até hoje. Mas eu não esperava as conseqüências da entubação. Uma semana depois, ainda sobe sangrento pigarro, catarro, escarro… (Você já observou alguma vez que todas estas palavras terminam com o som que se ouve quando tossimos e eliminamos a secreção? Tem momentos em que o português é uma língua tão expressiva, com suas palavras onomatopéicas—ou será que estas não podem ser classificadas assim porque apenas o fim emite o som ao qual me refiro?) De qualquer jeito, a secreção está diminuindo aos poucos e tenho chupado minhas pastilhas fielmente. Mas creio que isto também pode estar prejudicando a minha voz.

Cálcio. Outro efeito colateral que não esperava foi o desequilíbrio na distribuição do cálcio no sangue causado pelo mau funcionamento das glândulas paratireóides.  O formigamento da quarta-feira, que já citei, voltou na quinta à tarde, aumentando à noite, logo quando meu marido teve que viajar para Brasília. Foi quando assisti o filme Nannie McPhee, numa tentativa de tirar o foco daquilo que sentia—já que o médico havia falado que a preocupação pioraria a minha situação. Deus me deu paz e eu, finalmente, consegui dormir. Sem acordar com as temidas cãibras. (Eu não estava sozinha dentro de casa; meus sogros estavam aí e nosso futuro genro também—oferecida por nossa filha já que ele mora bem mais perto do que ela).

Carta para o médico. De manhã, resolvi escrever uma carta para o médico. Meu plano era de pedir o e-mail do consultório, através da secretária. Achei que ela poderia passar-lhe minhas observações e perguntas para ele depois me ligar. Assim não precisaria forçar a minha voz e facilitaria a comunicação. Fiz a carta e telefonei, mas, desta vez, ela entrou no time da secretária que me afastou do outro médico, e disse que ele não tinha tempo para ler e-mails, pois estava em consulta. Que ela poderia anotar meu número e ele ligaria de volta. Tentei, com minha voz de robô sem entonação ou modulação, convencê-la que a comunicação seria melhor se ele lesse a carta, mas não houve jeito. Deixei, então, meu número e ele, educadamente, me telefonou de volta do consultório.  (De fato, ele havia me dado o número do celular dele—eu poderia ter ligado até diretamente, se quisesse—mas odeio incomodar médicos. Tenho amigos médicos e amigas que são esposas de médicos e sei como estas interrupções podem atrapalhar a vida profissional e familiar).

Quando o doutor retornou a ligação, falei apenas das três preocupações principais—o formigamento, a pele irritada e a dor na nuca/costas. Ele aumentou a dose de comprimidos (realmente são cápsulas) para cálcio, de 6 mais 3 para 9 mais 6 (ou 3 mais 2 em cada refeição). Em outras palavras, pulei de 9 para 15 cápsulas por dia, apenas de cálcio. Insistiu para eu não ficar preocupada com isto. E mandou fazer exercícios de relaxamento para o pescoço/nuca. Perguntei se poderia colocar compressa quente ali e ele disse que sim.

Com respeito à pele irritada ao redor do furo (a área do corte estava debaixo de um esparadrapo colocado na cirurgia e não estava irritada), ele sugeriu substituir a gaze e micropore por um band-aid.

No consultório médico, aprendi as seguintes coisas:
A biopsia (anatomo patológico) deu “negativo para malignidade”. Isso corroborou o que o cirurgião já havia previsto mas foi bom ouvir/ver a confirmação. Sou muito grata a Deus!

Não havia pontos para tirar da minha garganta. O doutor simplesmente tirou o curativo, passou algo que ardeu e colocou outro. Devo deixá-lo durante duas semanas ou até cair. Posso tomar banho normalmente, evitando esfregar no local. Depois existe um creme para passar (Drenison) para ajudar a cicatriz a desaparecer. Ele também colocou um pedaço da mesma fita em cima do furo do dreno.

São seis meses sem sol em cima da cicatriz. Três com proteção de pano e três com protetor solar bem forte. Senão ela vai escurecer. Vou obedecer ao doutor.

Perguntei porque a área da cirurgia estava mais inchada agora. Ele disse que é porque ainda existem coágulos de sangue ali que não drenaram e que estão sendo absorvidas pelo corpo. Realmente, está ficando mais e mais amarelada também. Agora que estou sem tomar analgésicos, a dor na garganta é bem maior—ao toque e quando mexo/giro minha cabeça. Se ficar muito grande, poderei tomar um Tylenol/Paracetemol. Por enquanto, estou torcendo para que o processo de absorção termine logo. Mas, enquanto permanecer sem febre, creio que estará tudo dentro do normal.

Redução das medicações. Não preciso mais tomar antibiótico, nem o omeprazol, o tylenol… Devo tomar cálcio por mais uma semana apenas, duas cápsulas (oscal e rocaltrol) duas vezes ao dia. (Perguntei sobre as glândulas paratireóides, responsáveis pelo cálcio do corpo. Ele disse que nunca são retiradas, apenas sofrem por um tempo porque são separadas da tireóide; e não parece duvidar nadinha que funcionarão normalmente de novo).

Synthroid. É o nome do remédio que preciso tomar durante o resto da minha vida. Fui informada que é melhor tomá-lo pelo menos 15 minutos antes do café da manhã. Até agora estava tomando imediatamente antes. Assim, fui à procura de uma caixinha para remédios que havia comprado por centavos num yard sale (venda de quintal) nos Estados Unidos e para o qual nunca havia encontrado uso. Coloquei um comprimido (ainda no invólucro) em cada dia da semana e pus ao lado da cama. Ficará como parte do ritual de me levantar todo dia, juntamente com a colocação das meias de suporte.

pillbox

Minha voz. O doutor crê que ela irá voltar ao normal. Me fez tossir leve e repetidamente para soltar o catarro e demonstrou que a voz melhorava. Isto me faz lembrar de um momento no hospital sobre o qual esqueci-me de falar. Era cedo na primeira manhã quando entrou uma moça de feições orientais bem simpática que disse que era fisioterapeuta e que iria fazer alguns exercícios respiratórios comigo. Assim me fez inspirar e expirar pelo nariz, depois inspirar pelo nariz e expirar pela boca. Repetidas vezes. A um certo ponto, ela me pediu para colocar a mão no diafragma e empurrar levemente. Me fez inspirar três vezes pelo nariz e depois tossir levemente. Gente, subiu tanta coisa! Sem forçar nada. E sem dor nenhuma. Me senti tão aliviada! Estava com tanto cuidado para não tossir e romper algo indevidamente. Eis uma fisioterapeuta que vale seu peso em ouro—deve ser muito bom ser instrumento desse milagre todo dia naquela ala hospitalar.

Exames para fazer no início de julho: T4 livre, TSH e Cálcio ionizado.

Encaminhamento para a Endocrinologista. O doutor me deu uma carta para a especialista que havia consultado antes de vir até ele. Já marquei a consulta para quarta-feira que vem (03 de junho). Encaixa com o dia em que devo parar de tomar o cálcio.

Dirigir e trabalhar. Tenho que esperar mais uma semana para dirigir. Posso sair e começar a assumir minha vida normal, usando o bom senso. Sem, entretanto, carregar/levantar peso—por pelo menos um mês. Deixe eu ver—a cirurgia foi no dia 19  de maio. Deus permitindo, meu neto chega no dia 17 de junho. Se um mês for de 28 dias, já poderei pegar nele…. ☺

Mais algumas observações.
O lábio já está completamente sarado. Incrível o poder restaurador que Deus instalou em nosso corpo! Ao mesmo tempo em que meu cérebro automaticamente engatilhou certos processos químicos para consertar meu beiço, ele também iniciou outros para cuidar dos ferimentos na garganta e nos órgãos afetadas! Uma rápida olhada neste link sobre cicatrização dá uma idéia da maravilhosa complexidade destes processos que ocorrem em nosso corpo, em menor ou maior grau, diariamente.

Substituição da tireóide por medicação (reposição hormonal). Parece que me adaptei bem a este novo elemento na minha vida.

A voz. Continuo bastante rouca mas sei de pessoas que começaram o processo de recuperação sem voz nenhuma, portanto tenho bastante esperança de poder falar normalmente de novo. Me incomoda não poder transmitir pensamentos de maneira suave através da modulação da minha voz. Ela me parece agressiva e, ao mesmo tempo, se isto for possível,  inexpressiva.

O hospital. Uma moça simpática da SAC do hospital Nove de Julho, com nome de Bruna, ligou para mim para saber se havia ficado satisfeita com os serviços do hospital. Disse-lhe que sim e que havíamos apreciado especialmente o contato com a sala cirúrgica e elogiei outras coisas também. Apenas não me lembrei na hora daquela fisioterapeuta…

Está na hora de parar—se você conseguiu ler até aqui, está de parabéns. Que possa poder colocar as informações no “arquivo morto” dos seus registros mentais por longo tempo ou, melhor ainda, nunca precisar voltar a elas… Mas, se um dia passar por algo parecido, espero que possa estar ciente de que está vivendo na presença do Deus todo-poderoso, por ser filho ou filha dele. Assim, ele estará próximo, dando forças e sentido a cada coisa que acontecer, até o dia do encontro celestial e o início de uma vida eterna onde os echarpes servirão apenas para enfeitar e não para esconder ou proteger.

Abs, Betty

(Continua aqui)

527 Comentários a “Pós-Cirurgia de Tireóide (4)”

  1. betty disse:

    Olá, Eva. Enviei seu recado para o e-mail da Sandra. Fico contente que você confia em Deus. Isto ajuda demais! Que Ele lhe conceda paz e restaure a sua saúde. Abs, Betty

  2. alesandra cerqueira disse:

    OI Eva bom dia, hj faz um mês que fiz a cirurgia, estou muito bem, as vezes sinto tontura, mas já fiz todos os exames prescrito pelo medico, e tive que aumentar o nível da dosagem do meu medicamento hormonal, de 100 foi pra 125mg, estou aguardando o resultado da biopsia, e ainda não sei se vou fazer o iodoterapia, mas já estou mim preparando pra isso, rsrs, gostaria de saber o que vc esta sentindo neste momento, e esta medicação hormonal vc esta sentindo alguma mudança no seu corpo ???

  3. betty disse:

    Olá, Alesandra. Fui procurar nos outros comentários se havia alguma Eva lá, mas não encontrei. Portanto, desconfio que você esteja falando comigo mesmo… :-) Passaram-se cinco anos desde que fiz a cirurgia. Não tive câncer e estou tomando Synthroid 100 desde o começo. Tudo estabilizou e não houve mudanças significativas, exceto aquelas que vem junto com a idade que está sempre ficando mais avançada. Os meus últimos posts sobre este assunto lidam mais com a iodoterapia, como também o comentário da Edimara que entrou poucos dias depois do seu. Espero que não sejam necessários para você, mas, se precisar, lembre-se de que esta é uma das terapias menos invasivas e mais curtas para o câncer. Que Deus a abençoe. Abs, Betty

  4. ian disse:

    Olá, tudo bem?
    Gostaria de tirar uma dúvida…
    Faz 4 meses que retirei a Tireoide e minha cicatriz ainda dói, será que isso é normal… Pois o processo de cicatrização interno é bem mais demorado né?

    Abraço.

    Tudo de bom.

  5. betty disse:

    Ian, não sei a intensidade da sua dor, e se é apenas ao toque ou ao engolir, mas não creio que isto é muito normal. Acho que vale a pena re-consultar seu médico, ou, pelo menos, um clínico geral, para ele/ela examinar e sugerir alguma explicação e solução. Que Deus o abençoe. Abs, Betty

  6. susana disse:

    ola tudo bem?
    Gostava de saber como descobriu se era cancer ou bosseo ou nodulo.( foi só com a operação?)
    Faço esta pergunta pois estou a passar por esta situação.
    Fui identificada que tinha dois noludos, mandaram-me fazer a citologia que deu bosseo e noludo. um tem 35mm e o outro 15mm. Graças a Deus…
    Fui a 2 médicos , um é a favor de operar outro diz que não pois não tenho qualquer problema em engolir nem a respirar… e agora estou neste dilema…
    Pelo que percebi o pós operatório e complicado não?
    muitas dores?
    A recuperação é um mês sem poder trabalhar?
    e quanto a roquidão quanto tempo demorou a passar?
    Obrigada

  7. Eline disse:

    Ola! Tem 19 dias que fiz a cirurgia, a punção aspirativa acusou malignidade estou a espera do resultado da biopsia não sinto dores apenas um incomodo na garganta como se estivesse engasgada. Tomo o Puran T4 e o calcio tomei por 10 dias me sinto cansada e muito irritada e impaciente. Isso eh normal? Voltei a trab com 15 dias mas não posso pegar peso nem fazer esforços. Bjos

  8. betty disse:

    Olá, Eline. Creio que muito do que você sente ainda não é fora do “normal”. Além disto, a ansiedade que pode estar acompanhando a espera do resultado da biopsia, pode ocasionar uma certa irritabilidade e impaciência. Mas conte o que sente ao(s) seu(s) médico(s) e veja o que ele(s) acham, está bem? E lembre-se de que o tratamento para o câncer de tireoide, apesar de ser incômodo (pelo isolamento), é bem mais curto do que para a maioria dos outros tipos. E muito eficaz. Portanto, espero que você logo esteja se sentindo bem melhor e que tudo possa correr bem. Que Deus a abencoe. Abs, Betty

  9. betty disse:

    Olá, Susana. Desculpe o atraso em responder, mas estamos lidando com a doença da minha sogra que mora conosco. No momento estou no hospital com ela. “Bócio (ou papo) é um aumento do volume da glândula tireoide e é causado pela falta de sal mineral e iodo no organismo. A existência de nódulos na tireoide também é considerada bócio.” Seus nódulos podem ser, ou não ser, cancerosos. Pela aparência ou pelos resultados nos exames, os médicos já podem deduzir que não há malignidade, ou desconfiar que há. Podem confirmar isto fazendo punção (nem sempre conclusiva) e/ou biopsia depois da cirurgia.
    Tem médicos sérios que preferem esperar e acompanhar, assim poupando seu paciente do custo e transtorno de uma cirurgia possivelmente desnecessária e de sequelas que podem ser desagradáveis. Pelo menos por algum tempo.
    Outros seguem outro ponto de vista e preferem interferir imediatamente. Uma opção seria esperar seis meses ou um ano para fazer novos exames, para verificar crescimentos ou mudanças. Se crescerem muito, e estiverem perto das cordas vocais, ou das para-tireoides, as chances de danificá-las será maior. Mas isto nem sempre acontece… Ou de maneira bem lenta.
    Eu prefiro não pedir a opinião de um CIRURGIÃO, pois desconfio sempre que ele/ela priorizará meter a faca no meu corpo. Iria consultar um endocrinologista e/ou um otorrino – ou um clínico geral que realmente entende do corpo inteiro… O cirurgião vem depois… Vejo que você é do Portugal. Que Deus a abençoe, dando sabedoria aos seus médicos e a você e seus parentes nesta decisão. Abs, Betty (de São Paulo, Brasil)

  10. ediane disse:

    ola tudo bem, gostaria de tirar duvidas e saber se alguém esta como eu, faz 1ano e 8meses que fiz a cirurgia, tirei toda, e desde la to passando os piores dias da minha vida, sinto muita falta de ar, formigamento, dores muito fortes de cabeça, dores no peito, nas costas, cansaço muito grande, moleza, acredito quer já desencadeei a síndrome do panico, pois comecei ter ansiedade, minha pressão as vezes baixa repentinamente,a s vezes sobe, a sensação é horrível,mudou meu intestino, tenho muita prisão de ventre, arrotos, só na desencadeie a terrível depressão por q sou forte, não deixo me abater, comecei fazer exercícios físicos, policio muito minha cabeça e meus pensamentos, mas confesso que assim não da pra continuar, me sinto sufocada. faço os exames tomo puran 175 e cálcio. Se alguém puder me ajudar, agradeço.

  11. Leidymar Ferreira Lima Moura disse:

    Tem 11 dias hj minha cirurgia, e na troca do curativo estava com secreção, será isso normal? Meu médico não mandou passar nada.

  12. Joni disse:

    Olá. quando você encontra bons profissionais é importante você citar o nome deles para servir de indicação para outras pessoas. Fiquei extremamente satisfeito com a tireoidectomia parcial a que me submeti e com a recuperação pós-operatória. Agradeço primeiro a Deus por isto e por que o nódulo de quase 5 cm é benigno. Se, você me permite, aproveito o espaço para agradecer e indicar dois excelentes médicos responsáveis pelo completo êxito: a Dra. Renee Coifman, endocrinologista e o Dr. Alfio José Tincani, cirurgião de cabeça e pescoço. Ambos de Campinas-SP. A eles meu reconhecimento e agradecimento.

  13. Sandra disse:

    Olá boa noite venho aqui porque preciso de ajuda sei que devo procurar meu médico mais no no momento não dá porque estou com o retorno marcado pra daqui a 15 dias.
    Eu fiz a cirurgia de tireoide porque descobri um nódulo maligno operei está fazendo 7 dias hoje e justamente hoje amanheci com um encomodo como se estivesse entalada estou com um pouco de medo e queria saber se isso é normal por favor me ajudem.

  14. betty disse:

    Olá, Sandra. A recomendação que o cirurgião me deu foi de voltar ao Pronto Socorro do hospital em que me operei se eu tivesse algum problema (no meu caso, se tivesse cãibras e formigamentos devido a falta de cálcio – o que ocorre, às vezes, quando mexem com as paratireoides). Um certo incômodo não é fora do normal, mas se for grande ou se tiver febre ou inflamação – volte para lá com os comprovantes da cirurgia e peça ajuda e orientação. Que Deus a abençoe.
    Abs, Betty
    P.S. Seu endereço de e-mail não funciona.

  15. Sandra disse:

    Foi a mesma recomendação que ele me fez.
    Mais não estou tendo febre nem inflamação graças a deus o problema é só esse como se tivesse entalada, mais se não melhorar amanhã vou no hospital onde realizei a cirurgia obrigada tá Beijos.

  16. betty disse:

    Olá, Joni: Tenho certeza que esta informação poderá ser util para as pessoas que moram ao redor de Campinas e é muito gentil da sua parte compartilhar a sua experiência positiva. A gente tem muito medo de entregar a uma cirurgia feita por alguém inteiramente desconhecido, sem recomendações. Que Deus a abençoe. Abs, Betty

  17. betty disse:

    Espero que melhore, Sandra! Ainda bem que estava “vigiando” o blog, pq seuu e-mail não funciona. Abs, Betty

  18. betty disse:

    Olá, Leidy:
    O médico tirou ou trocou o curativo?
    Se a cicatriz ainda estiver coberta, imagino que irá voltar nele para a retirada final.

    Se não estiver coberta, deixe como está.
    Se incomodar (continuar com secreção ou ficar inflamada) tente antecipar a volta, ou consulte outro médico.
    Espero que logo melhore!
    Abs, Betty

  19. betty disse:

    Olá, Ediane:
    Creio que você precisa urgentemente encontrar um especialista endocrinologista para lhe avaliar direito.
    Leve todos os documentos pré e pós-cirurgia e dos exames e tratamentos posteriores também.
    Peço a Deus que você encontre diagnóstico correto, solução e alívio.
    Abs, Betty

  20. Rosangela disse:

    Olá,gostaria de tirar uma duvida, está fazendo 12 dias que
    fiz cirurgia da tireoide eu tinha um nodulo do lado d e foi retirado,,mas o local da cirurgia está inchado eu gostaria de saber de é normal e se esse inchaço ira sair.obrigada

  21. betty disse:

    Olá, Rosangela:
    O inchaço é “normal” por algum tempo. Entretanto, se não passar ou se ficar dolorido ou vermelho, consulte o cirurgião ou um clínico geral ou dermatologista.
    Abs, Betty

  22. luana disse:

    Adorei tudo…. muito me ajudou!!! Fiz tireoidectomia total a 8 dias e daqui a 2 dias sai o resultado da biópsia. Estou muito confiante.
    Estou fazendo extravagância , mas está tudo sob controle , meu médico Dr. Victor Perrusi foi excelente , a cirurgia um sucesso , não fiquei rouca , a cicatriz perfeita.
    Sexta-feira volto a comentar meu resultado.
    Grande abraço

  23. betty disse:

    Que bom, Luana, que tudo correu bem! É o sonho de todos que enfrentam esta cirurgia. Abs, Betty

  24. Patrícia disse:

    Olá Betty. O meu nome é Patrícia, tenho 19 anos mas quando em Fevereiro fiz a minha tireoidectomia total ainda tinha 18 anos. Fui submetida à cirurgia porque me foi diagnosticado um tumor maligno na tireóide os meus médicos disseram que é pouco comum aparecer em jovens mas existem alguns casos.Eu não experienciei quase nenhuma rouquidão apenas a tive pouco tempo no recobro a minha mãe estava bastante preocupada porque uma das médicas do serviço de cirurgia de cabeça e pescoço( é como se chama aqui em Portugal) disse que em alguns casos existe a hipótese de perda de voz e de inchaço prejudicial que podia acer numa traqueotomia mas felizmente não aconteceu.o Quanto à dor de garganta por causa da entubação eu a tive durante uma semana mesmo quando já estava em casa, durante o internamento toda a medicação foi intravenosa porque engolir era um sacrifício enorme mas todos os médicos do hospital oncológico onde estive internada foram bastante compreensivos e as enfermeiras incansáveis ,todos extremamente humanos. Quanto aos efeitos secundários da anestesia geral não foram muitos apenas acabei por vomitar ainda no recobro. A minha cicatriz é quase imperceptível o cirurgião fez um trabalho incrível. Durante a recuperação fiquei com a pele um pouco avermelhada e doida por causa de um penso impermeável mas passou depressa depois de trocar por um adesivo anti-alérgico.Espirrar foi impensáve durante dois meses.lA minha medicação para reposição hormonal apenas teve que ser reduzida uma vez porque me estava agravando as náuseas já existentes devido à malignidade do tumor e também perdi peso praticamente 8 quilos. Mas agora já me habituei e tomo as 125 microgramas de levotiroxina sódica (o meu medicamento) religiosamente. O apetite já voltou e agora já faço uma alimentação equilibrada sem enjoar praticamente nada. Quanto ao tratamento com iodo só nó fim dó mês é que vou saber se o vou fazer ou não o médico está bastante reticente por causa da minha idade mas se os anticorpos estiverem altos vou ter que o fazer mas é só mais um obstáculo a ser ultrapassado. Gostei bastante de ler os seus testemunhos é sempre bom ler algo sobre alguém que passou pelo mesmo que nós. Beijinhos de Portugal.

  25. Danielle disse:

    Olá!

    Betty

    Tenho 23 anos,tenho nódulos na tireóide e estou só aguardando ser chamada para fazer a cirurgia. não tenho medo da cirurgia em sí. o meu medo é após a cirurgia eu não poder ter filhos,que é o maior sonho da minha vida de ser Mãe.

    Adorei seu relato. Deus te abençoe

  26. betty disse:

    Olá, Danielle: Veja este medo surgindo de vez em quando nas dúvidas dos leitores, mas nunci vi uma declaração médica afirmando que a cirurgia afetará a capacidade de ter filhos. Apenas percebo que é para evitar tentar engravidar por alguma tempo se fizer a iodoterapia. A melhor coisa a fazer é conversar com seu médico – ginecologista, clínico e/ou endocrinologista – sobre sua situação específica. Para a maioria, o problema da tireoide acaba sendo uma ocorrência passageira na sua vida, sem sequelas maiores. Que Deus a abençoe. Abs, Betty

  27. Marilda Fernandes disse:

    Quero agradecer a você por ter postado, todas essas eram minhas dúvidas, que foi esclarecida, só estou com apenas uma, minha pele do pescoço está ficando enrrugadinha como um papel bem amassado, queria saber se tem algum creme que se passe, pois como minha cirurgia foi feita pelo sus, não tem muitos detalhes a não ser que, vim sem curativos outro dia após operar e o médico disse para deixar ao ar livre e fazer compressas quentes, pois tive muitos ematomas, nos seios, peito pescoço e braços, inchei muito, não tive muita dor, mais foi ardência no local e a sensação de esguelamento, que tenho até hoje 20 dias depois da cirurgia, ainda não consigo falar direito nem comer alimentos sólidos, só líquidos, o médico diz ser tudo normal, não tomo nada, fiz exames de sangue e pego o resultado na segunda próxima. Ando angustiada por não poder falar direito, e o que devo passar na pele, o médico disse para não passar nada a não ser sabão de glicerina e lavar bem, eu tomo banho normal agora com o sabonete da natura que adoro, mas a pele do pescoço está horrível, pode me ajudar? Obrigado amada, Deus, te abençoe.

Deixe o seu comentário

Crônicas do Cotidiano > Pós-Cirurgia de Tireóide (4)