Alegrias e Tristezas

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Escrito em 08 de abril de 2009.
Muitas coisas têm acontecido com a minha família nessas últimas semanas nas quais não postei nenhum texto. Várias vezes pensei – vou escrever um post sobre isso. Aí as responsabilidades voltavam a pesar, os acontecimentos iam se acumulando e a inspiração se desvanecia no ar.

Ficamos alegres com o noivado da nossa filha no dia 21 de março, com o “rapaz” que já adentrou os nossos corações há muitos anos. O casamento foi marcado para dezembro deste ano e entramos novamente naquela roda-viva gostosa, mas trabalhosa, de procurar igreja e lugar de recepção, fazer lista de convidados, escolher os convites, decoração, liturgia, música, vestido, etc. Agora, já estamos com a igreja e a data definidas, mas ainda nos esperam muitas participações nas decisões deles, enquanto procuram e debatem os prós e contras (e custos) de uma série de opções.

Um pouco antes, no dia 08 de março (exatamente um mês atrás), nosso filho do meio apareceu numa tarde de domingo com sua esposa para compartilhar a surpresa que eles estavam esperando o primeiro filho. Fizeram isto de um modo todo especial que eu pretendia compartilhar em um post. Queria relatar tanto a beleza do modo intenso em que eles estavam acompanhando o desenvolvimento da criança, como a maneira em que começavam a preparar-se para serem pais. Os colegas de trabalho, os irmãos da igreja e a família, ao redor do mundo, participavam ativamente dessa alegria.

Meu filho e minha nora gravaram as primeiras imagens do ultra-som e vieram aqui para nos mostrar. Ficaram decepcionados quando viram que a gravação não tinha sido copiada de maneira certa pelo hospital e não pudemos ver o que eles viram. Agora, já não tem mais sentido entrar nesses detalhes, pois ontem a noite descobriram que o coração do seu bebê não batia mais. Ficamos várias horas, tarde da noite, no hospital com eles e hoje ela passou por uma curetagem. No entanto, é gratificante ver nossos filhos se empenhando em enfrentar a dor e a tristeza numa atitude de confiança em Deus e submissão à sua vontade. Com isto, evitamos o desespero, mas não eliminamos a tristeza. Esperamos que, um dia, eles possam segurar outros filhos em seus braços e vê-los crescer até a maturidade.

Faz algumas horas que abri um link que uma amiga me mandou com fotos do nascimento da sua primeira netinha. Lá, em meio a outras imagens de pais e tios felizes, estava a minha nora, sentada com a pequena Isabella nos braços, bonita e serena como uma madona, como se estivesse sonhando com o dia em que embalaria seu próprio filho. Desabei a chorar…

Enquanto isso, acompanhamos as vidas dos nossos outros dois filhos. Lá longe, nos Estados Unidos, o filho mais novo permanece feliz no seu casamento, firmando-se numa igreja, arrumando o seu lar, escolhendo e comprando um carro… Apesar da crise, ele e a esposa continuam empregados e, na segunda-feira passada, ele nos mandou o resultado da primeira de quatro fases do exame de certificação em contabilidade (CPA), do estado da Califórnia (lá nos Estados Unidos, o curso superior de contabilidade tem que ser certificado por um exame independente, como a OAB faz, aqui, com os advogados, para que possam praticar a profissão). Nosso filho ficou entre os dez por cento que passaram! Fizemos festa à distância com os parabéns dos familiares intercalando-se pela Internet. Outra alegria.

Ao mesmo tempo, nosso filho mais velho e sua esposa têm nos mantido informados, de Bangladesh, sobre a sua vida e sobre o crescimento do nosso netinho. Estamos muito alegres porque o pequeno Lucas já está muito esperto (LINK) e, de vez em quando, levo meu laptop para meus sogros conversarem com o neto pelo Skype. Eles se deleitam com os sorrisos, conversas e gestos do bisneto (que acaba de fazer três meses). Na semana passada, meu filho, minha nora e o pequenino Lucas foram para o país do Nepal e aquele bebezinho já recebeu o primeiro carimbo no seu passaporte—seguindo, desde bem cedo, nos passos meio ciganos dos seus pais e avós. (A mãe do Lucas, nossa nora, nasceu no Quênia, cresceu em Bangladesh, estudou por alguns anos num internato na Índia e fez a faculdade no Canadá— de onde é cidadã. Ela tem um caderno pequeno onde, desde menininha, a sua mãe, e depois ela, anotaram os detalhes de cada vôo que tem feito, junto com assinaturas e comentários dos pilotos dos aviões. Interessantíssimo!)  Por enquanto, Lucas é apenas canadense pois filhos de estrangeiros que nascem em Bangladesh não têm direito a cidadania. Eles terão que ir para a embaixada brasileira na Índia para ele se tornar brasileiro. Mais um carimbo no passaporte…

Estamos todos felizes porque eles pretendem passar alguns meses conosco, começando no dia 18 de junho, logo depois da estadia na Índia. Vai ser interessante ter um bebê em nossa casa. Ainda mais sendo o nosso próprio neto e bisneto… Todo dia penso em alguma coisa que precisamos fazer para preparar o quarto que eles irão ocupar… Onde vou encontrar um berço sem gastar muito? Uma cadeira aprovada pelo Inmetro para ele andar no carro? Pensando bem, pode ser que eles trarão esta para ele poder viajar no avião (mais aí, não vai ser aprovada…). Meu marido já arrumou um segundo carro para uso deles, e assim, os preparativos vão sendo feitos.

Meus sogros se adaptaram relativamente bem à vida conosco. Sentem algumas saudades de Recife, mas não se consideram com condições físicas para voltar a visitar o seu velho lar. Os nossos “passeios” são quase todos para a igreja e para consultórios médicos, laboratórios e clínicas. De certa forma, eles têm boa saúde, mas sempre são incomodados por dores relacionadas à coluna e à artrite, para as quais ficamos sempre procurando novas soluções. Compramos uma nova cama ortopédica que também fica mais alta… Tentamos acupuntura… No momento, levo ambos para fazer fisioterapia três vezes por semana. Tudo isso alivia um pouco, mas não cura… O nosso convívio tem sido feliz e harmonioso nestes últimos dois anos—e é a melhor opção para nossa situação.

Meu marido continua ciente que a cirurgia e a radioterapia às quais ele se submeteu em 2005 não extirparam o câncer do corpo dele. Até o fim de 2008 ninguém conseguiu identificar o local. Agora já detectaram, mais ou menos, onde está e, depois de muitos exames complementares e visitas a médicos de áreas diferentes, nestes primeiros meses, também sabemos que os nódulos são inoperáveis e não devem ser tratados com radioterapia. O que nos conforta um pouco é que esses nódulos apareceram num dos exames mais sofisticados existentes, mas de modo quase imperceptível e inicial. Restam-nos tentativas com remédios complementares àqueles que já está tomando, mas é possível que isso venha a afetar negativamente a sua qualidade de vida. Até agora ele nunca sentiu nada do mal que também assola tantos dos seres humanos que nos cercam. Cada dia, cada mês e cada ano que continuamos juntos têm enchido nossos corações com gratidão. Mas é possível que o período de bem-estar físico que Deus nos concedeu esteja chegando ao fim e isto me entristece.

E eu, apesar de já ter enfrentado grande número de cirurgias e doenças na minha vida, estava me achando num período em que me sentia em condições de ser quase tudo para todos… Isto me fazia, e faz, muito feliz. Até agora sirvo a Deus cuidando do meu marido e sogros, supervisionando o lar, fazendo todas as compras, interagindo com meus filhos, parentes e amigos, fazendo parte do Conselho Deliberativo de uma escola evangélica, compartilhando a liderança de um projeto para ajudar esposas de seminaristas (Conte Comigo), sendo professora substituta e ajudante numa classe de Escola Dominical sobre a família, conscientemente evangelizando algumas pessoas que fazem parte da minha vida… Além de ativamente complementar a renda familiar com traduções para várias firmas…

No entanto, uma simples visita ao meu clínico geral no início de 2009 mudou isto. Quando ele viu os resultados dos meus exames de tireóide, pediu um ultra-som dele. Descobrimos que tenho bócio multinodular. Depois de algumas consultas com vários médicos e especialistas, e mais exames, ficou resolvido que devo tirar a tireóide por inteira.

Isto, no início, foi um grande baque para mim. Chorei às escondidas e depois na presença da minha filha que insistiu que era já bastante madura para me ajudar a enfrentar isto (e é!) Meu marido me fez compartilhar com os outros—Mamãe tem uma coisa para lhe contar… E aí eu dizia o que estava acontecendo comigo, mas no contexto daquilo que estava se manifestando nele também, pois isto também me preocupava. Nossos filhos tiveram vários bate-papos entre si pela Internet e cada um intensificou a sua interação conosco e com as nossas possíveis necessidades. Foi nesta época que o mais velho mudou os planos deles e resolveu antecipar a sua visita de dezembro para junho…

Agora eles sempre ficam cobrando notícias nos chats e me assegurando que o tempo de poupar-lhes das coisas que nos preocupam acabou. Para sempre! É algo muito especial, isto. Ter filhos grandes e maduros bastantes para serem capazes de carregar uma carga com e, até, por você. Pensar nisto enche meu coração com alegria. Estou aprendendo a compartilhar. Mas são muitos anos em que procuro lhes poupar dos meus sentimentos tipo ioiô (que acredito ser bem típicos do ser feminino). Tendo a me abalar rapidamente (o que fica visível, às vezes), mas, com a ajuda do Espírito Santo que vive em mim, também consigo informar meu lado intelectual e espiritual de modo que estes voltem a tomar conta das minhas reações e atitudes. Afinal, preciso viver de acordo com a minha fé, entendendo—que todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus. Quando os filhos são pequenos, participar da instabilidade emocional da mãe, não contribui para o bem-estar daqueles que dependem dela; e ela deve fazer de tudo para aprender maneiras que lhe ajudem a encarar as questões e a reagir a elas, vendo seus problemas num contexto maior e real, tirando o foco de si e de uma introspecção aos seus problemas que é prejudicial.

Assim, lá quietinha no meu canto, fiquei tentando decifrar os resultados dos meus exames e o meu prognóstico com a ajuda do “Dr. Internet.” Queria saber de duas coisas—como seria a vida sem tireóide e quais as chances dos nódulos serem cancerosos. Havia momentos em que sentia que aquilo não era tão sério quanto primeiro me parecia. Descobri que existe uma medicação que substitui a tireóide sem problema para a maioria das pessoas (e agora já sei de várias que continuam a vida normalmente usando esta). Os sites também dizem que um único nódulo tem mais chance de ser canceroso do que quando há muitos. Entretanto, havia alguns detalhes na descrição dos meus múltiplos nódulos que se encaixavam mais com o tipo cancerígeno.

O meu clínico (o que pediu o exame) tentou não me assustar. E a especialista (endocrinologista) também foi muito positiva, apesar de concordar que eu deveria fazer logo a operação. Numa visita ao nosso tradicional médico de família, fui informada que já havia feito um exame em 1999 que mostrava a minha tireóide aumentada. Nem me lembrava disto. Ele também me mostrou pelos registros dele que os resultados dos exames da tireóide ao longo dos anos (TSH, T3 e T4) nem são muito diferentes dos de agora e que meu corpo tem se adaptado bem ao longo dos anos (portanto não é um problema novo). Deu-me a impressão de achar que havia pouca indicação de câncer.

Os nódulos não são visíveis a olho nu. Eu também não percebia nenhum sintoma. Agora já estou notando algumas coisas que pensava fazer parte do envelhecer, mas que talvez nada tenha a ver com a idade, como, por exemplo, muito pigarro, momentos em que comidas e situações me fazem sentir muito congestionada (faz anos que não consigo mais cantar direito por causa disto), a existência de certas posições que me incomodam ao deitar, e noites em que luto com insônia…

O cirurgião me disse que o crescimento é do tipo “mergulhante” e que dois nódulos têm mais de três centímetros. A tendência, se nada for feito, é prejudicar mais e mais a traquéia e as cordas vocais. Também adicionou que é bem possível que seja(m) canceroso(s) por causa do tamanho. Ele me explicou tudo o que eu queria saber e até o que eu não queria perguntar. Se for câncer, existe uma grande chance da cirurgia eliminar tudo. Se a biopsia for positiva, após a operação, um mês depois farão um outro exame e se encontrarem mais evidências de câncer, farão um tratamento com iodo radioativo…. Que também normalmente resolve o problema….

Notícias ótimas, não? Não de ter os nódulos, mas de saber que apesar do problema ser grande, na maioria das vezes existe solução. Mas eu tenho lido coisas horríveis sobre o sofrimento daqueles que se submetem a este tratamento porque têm que passar um período sem o remédio que substitui o funcionamento do tireóide. Entretanto, não perguntei sobre isto. Afinal, não estamos neste estágio e, quem sabe, daqui a poucas semanas eu já possa estar me recuperando bem da cirurgia, sentindo-me melhor do que nunca por ter me livrado de algo que já me prejudicava há tempo, ainda sem saber (como me disse a endocrinologista), com apenas uma cicatriz para, possivelmente, esconder atrás de golas altas, echarpes, xales…

Soube que mais e mais mulheres estão sofrendo deste mal e que ninguém ainda sabe por que… Ele não falou sobre a possibilidade de prejudicar as cordas vocais com a retirada e eu não perguntei… Mas li sobre esta possibilidade… E assim tenho navegado, nessa área da minha própria saúde, ziguezagueando entre boas e más noticias, entre certezas e medos, procurando me basear e nortear por aquilo que é real e verdadeiro, encarando os fatos e tentando não pensar muito naquilo que ainda não aconteceu. É difícil saber onde fica a linha demarcatória entre a preparação e a preocupação. Mas já a cruzei muitas vezes. Estou sempre tentando (e conseguindo) voltar para o lado da tranqüilidade, paz, serenidade, confiança em Deus…

Acontece que também tínhamos programado uma viagem para os Estados Unidos e Canadá em junho e julho, durante as férias do meu marido, visando a alegria de visitar o nosso caçula (quero revê-lo e verificar onde e como o casal está vivendo) e outros parentes (ainda tenho quatro irmãos lá com suas famílias) e amigos, culminando com o casamento de uma sobrinha. Resolvemos manter os planos, compramos as passagens e vamos ver o que Deus tem separado para nós…

Tem dias (a maioria deles) que enfrento tudo muito bem. Consigo dar graças pela multidão de bênçãos em meio às dificuldades. Pelo aparentemente bom funcionamento das outras partes do meu corpo… Porque milhões de coisas ruins que me cercam não fazem parte da minha vida… Por família e amigos… Por minha igreja… Por tanta beleza ao meu redor…

Mergulho nas atividades que assumi ou que aparecem. Encontro alegria, consolo, coragem e esperança em sermões, estudos, palestras, palavras de amigos, meditações… Vejo como é bom ser rodeada por pessoas que amam e servem a Deus e não ter que sofrer os problemas relacionais que são tão comuns aos nossos vizinhos e que vemos nos noticiários.

Mas de vez em quando dá vontade de gritar, de implorar para que aquele período de bonança que desfrutávamos possa continuar ainda por muito tempo. Para que eu possa voltar a cuidar dos meus sogros e de todos os demais, dentro de pouco tempo, e ainda ter um marido com quem compartilhar tudo por muitos anos. Para que Deus permita que assistamos juntos o casamento da nossa filha; que viajemos como planejamos; que conheçamos juntos o primeiro netinho; e que também participemos da chegada e do crescimento dos filhinhos dos outros três. Aí eu choro um pouquinho, medito na Palavra, oro e vou atrás de ser útil e feliz novamente, enquanto Deus permitir. E Ele está me dando forças para isto.

Procurarei sempre ser grata e fiel porque, aconteça o que acontecer, haja o que houver, tenho a certeza que a nossa família se reunirá novamente na presença de Deus num lugar onde não haverá mais choro, nem dor nem tristeza.  Pois Jesus Cristo escolheu vir a este mundo. Sofreu e morreu no lugar de cada um daqueles que crêem nisto – vendo nele o único caminho para satisfazer a justiça do Pai e sabendo que foi com a sua ressurreição que ele nos deu acesso ao amor divino que nos conduzirá nesta vida até chegarmos ao céu. Por isto, para nós a Páscoa que celebraremos neste domingo realmente é Feliz.

O meu desejo é que também seja verdadeiramente significativa para você. Se você já for filha ou filho de Deus, procure crescer nele, assumindo o compromisso de lhe servir em todos os aspectos da sua vida. Se ainda não tiver este relacionamento com o seu Criador, procure conversar com alguém que tenha. Não deixe para depois. Amanhã pode ser tarde demais. Uma Feliz Páscoa para você.

Abs, Betty

(Continua aqui)

12 Comentários a “Alegrias e Tristezas”

  1. Grace disse:

    Mãe, estou com lágrimas nos olhos… Sempre é tão especial poder aprender com seus escritos. Amo muito a minha família e agradeço de coração as bençãos que Deus tem nos dado. Como é bom andar na presença dele e deixar a sua Palavra transformar as nossas tristezas em alegrias.

  2. Alexsandro disse:

    É com lágrimas nos olhos que escrevo esse comentário.
    Que Deus abençoe sua vida e lhe de forças para caminhar, e que Ele mesmo continue lhe sustentando. Hoje completo 5 anos de casado e ontém acabei me desentendendo com minha esposa, por causa de coisas bobas, irei agora mesmo lhe pedir perdão e dizer o quanto ela é importante na minha vida.
    Que Deusa mais uma vez abençoe sua vida e que ele mesmo faça a vontade sobre sua vida e de seus familiares.
    Grande abraço em Cristo.

  3. Aline disse:

    Querida sogrinha,

    Ao ler esse post, depois de chorar bastante, sinto a mão de Deus guiando a nossa família. Ele tem falado muito comigo nesses dias através de pessoas especiais. Eu amo muito vcs! Ainda bem que Deus me colocou nessa família tão abençoada.
    Um grande beijo.

  4. Andre disse:

    Ola!!! Primeiro voce foi a mae da garota mais linda que ja vi, depois a mae do meu melhor amigo, depois alguem que abriu as portas por 1 semana qdo meus pais se separaram, depois se tornou minha mae abrindo as portas qdo voltei de fora para que eu morasse junto com sua familia, depois como uma boa mae pegou no meu pe para estudar para o vestibular, depois continuou presente na minha vida sempre me chamando para os eventos tipo aniversarios e natal, depois se tornando minha sogrinha querida, e em dezembro com a bencao de Deus se Ele permitir se tornar minha mae/sogra oficial.
    Sua familia eh um reflexo claro de quem voce e papai sao, e mostra como o caminhar com Deus e ser amigo dEle eh a maior riqueza que uma pessoa pode possuir.
    Com certeza essa fase de dificuldades esta ensinando a todos os seus filhos mais ainda de forma pratica o que significa confiar em Deus. Nao eh ignorar seus sentimentos e lutas, nem fingir que tudo esta perfeito, mas mostrar que apesar das lagrimas, apesar das tristezas mescladas com alegrias, existe um Alguem tao perfeito, tao bom, tao justo, tao santo, com quem desfrutaremos todos os anos restantes da nossa vida eterna!

  5. Darius disse:

    Teus filhos agradecem a Deus pelos pais que Ele nos deu. Nós aprendemos tanto com vocês, e continuamos a crescer mais pertos dEle por causa de vocês.

    Mesmo através das dificuldades que se apresentam em nossas vidas, como uma âncora você e papai sempre nos trazem de volta a uma realidade focada na eternidade. Cristo realmente é o Senhor da nossa família e teus filhos louvam a Ele pelo amor, carinho, e lições dadas pelos nossos pais.

    Mãe e Pai, vocês nos mostraram o caminho certo e agora juntos andamos. As dificuldades fortalecem as nossas amizades e o nosso amor. Graças a Deus pelas bençãos em nossas vidas!

  6. David Portela disse:

    Querida Mãe -

    Nesta semana, no meio de todos estes acontecimentos, estive meditando sobre o Salmo 62, texto sobre o qual falei ao nosso grupo de jovens nesta quinta-feira. O trecho principal que destaquei foi do verso 5 ao 8:

    “Ó minha alma, espera silenciosa somente em Deus, porque dele vem a minha esperança. Só ele é a minha rocha e a minha salvação; é a minha fortaleza; não serei abalado. Em Deus está a minha salvação e a minha glória; Deus é o meu forte rochedo e o meu refúgio. Confiai nele, ó povo, em todo o tempo; derramai perante ele o vosso coração; Deus é o nosso refúgio.”

    Normalmente a nossa idéia de um “refúgio” é um abrigo para onde corremos quando algum desastre acontece. Pensamos em abrigos contra bombas durante a guerra, ou contra ciclones e tempestades em regiões que são assoladas por estes fenômenos da natureza. Quando o perigo passa, as pessoas saem dos seus abrigos/refúgios e voltam para as suas vidas normais.

    O interessante é que o salmista não segue esta linha de pensamento. Ao mesmo tempo em que usa o termo “refúgio” para descrever a Deus, ele diz que Deus é a nossa “rocha” e “fortaleza”, que são estruturas sólidas e permanentes. Continua ainda este tema de permanência, clamando ao povo para que confiem Nele em todo o tempo. A idéia é que o nosso relacionamento com Deus deve ser cultivado pela permanência Nele, tanto durante os tempos onde tudo está bem (alegria), quanto nos tempos onde o céu está caindo ao nosso redor (tristeza).

    Dou graças a Deus pela sua fidelidade a Deus durante todas as circunstâncias das nossas vidas, e pela fidelidade do resto da nossa família também. Oro para que Ele nos ajude a continuar a construir as nossas vidas sobre a Rocha (Mat. 5:24), para que tenhamos refúgio eterno Nele e não sejamos abalados pelas tempestades da vida.

    Com saudades e esperançoso de lhe ver em breve,

    – David

  7. Sueli Loiola disse:

    Quando passo por tristezas e muitos medos, sempre penso numa citação de Paulo “Tudo posso Naquele que me fortalece” e numa citação de Davi (lindissima por sinal) “Ainda que eu caminhe por vale tenebroso, nenhum mal temerei. Porque tu estás comigo”.

    Ok, o que quero dizer é simples: Seja qual for o momento, Deus é conosco. E tenho tido experiências gratificantes e ao mesmo tempo de cair me deixar de queixo caido. Mesmo qdo era católica eu não tive o prazer de sentir o Seu poder e o Seu amor que são incalcúlaveis.

    Vejo em vc Betty, uma luz de Deus maravilhosa e isso se estende ao Solano, Daniel e os outros que não conheço mas não precisa, dá pra sentir isso.

    Que Deus te conserve, a ti e a tua familia, no seu amor, na sua proteção e sempre crentes na tua palavra e poder.

    “Caiam mil a teu lado,
    Dez mil a tua direita
    A ti nada atingirá” (Salmo 91- esqueci o versiculo eheheheheh)

    Beijos beijos beijos

  8. Valdeci Santos disse:

    Querida Betty,

    A maneira como você descreve suas alegrias e tristezas, bem como a perspectiva que você tem sobre elas são, não apenas instrutivas, mas também edificantes!
    Obrigado! Mesmo sangrando podemos dizer: “Bendito seja o Senhor, rocha minha, que me adestra as mãos para a batalha . . .” (Sl 144.1)

    Valdeci

  9. Lenita disse:

    Querida Betty

    É difícil ler esse texto até o fim sem lágrimas. Não conheço a esposa do Daniel mas posso imaginar e chorar junto a dor de toda sua família. Também não da para terminar o texto sem sentir uma enorme gratidão por tudo o que tenho visto o Senhor realizar na vida de cada um. Lembro com gratidão e saudade de maio de 1992 em Manaus quando os conheci e passei a desfrutar da amizade e carinho de voces. Fico feliz com o noivado da Grace e vou continuar orando por isso como prometi a ela.

    De modo especial agradeço a voce Betty por sua vida, amizade e inspiração. É muito jóia ficar ao lado para assistir teus filhos e marido aplicando PV.31:28 e 29 em sua vida.

    abraços/Lenita

  10. Isia Gueiros disse:

    Betty
    Estava anciosa por notícias, pois Valderez quando me telefonou falou um pouco do seu problema de saúde. Como meu telefone fixo não faz interurbano fico dependendo do celular que também é de conta fixa. Nestas circunstâncias fica mais viável para mim a Internet. Não tenho o dom da palavra, como você, mas, pude sentir que o Senhor està no controle de tudo. Isso é realmente o mais importante. A voces como família se aplica realmente “Eu e a minha casa servimos ao Senhor”. Que Deus a abencoe ricamente.
    Abraços Isia

  11. Betty,

    Não sou digno de comentar neste post tão familiar, porém o faço pois saio maior do que entrei. Deixo apenas uma musiquinha de louvor antiiiiiga mas, para mim convertido a pouco mais de 3 anos, recente!

    “Essa paz que eu sinto em minh’alma não é porque tudo em mim vai bem
    Essa paz que eu sinto em minh’alma é porque eu amo ao meu SENHOR.”

    Pela Cruz,
    Carlos Henrique

  12. Helen Oliveira disse:

    Olá Betty,
    Também foi com lágrimas nos olhos que teminei de ler este texto.
    Mas um texto seu no qual em meio a alegrias/tristezas, como já disseram, aprendemos com você a ver a mão de Deus em cada detalhe.
    Fiquei sabendo pelo Vald há alguns dias e desde então tenho orado a Deus, agradecendo por coisas aprendidas através da sua vida, do seu exemplo e textos; e pedindo que esteja com você em cada instante.
    Sua família é muito especial para mim, como exemplo de família.
    Espero que nos próximos meses mesmo com a distancia não percamos o contato.

    Bjs
    Helen

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