IODOTERAPIA RADIOATIVA (2)
Recebi um comentário no meu post número 8, no qual uma leitora relata a sua experiência com a iodoterapia, tratamento com iodo radioativo que é feito quando o câncer de tireoide é diagnosticado. A Ana Kelly escreve muito bem e soube descrever o tratamento tanto do aspecto pessoal quanto do aspecto médico, de maneira sensível e interessante e, ao mesmo tempo, precisa.
Foto proveniente de http://thyroid.about.com/b/2007/11/19/radioactive-iodine-rai-treatment-for-thyroid-disease-is-secondhand-exposure-safe.htm
Também adicionei seu comentário ao post número 9, pois é este que fala especificamente do assunto. Mas receio que sua contribuição é valiosa demais para ficar “perdida” no fim de uma série de comentários (apesar de eu ficar impressionada com a quantidade de pessoas que me escrevem, demonstrando que leram tudo, tudo, tudo…!).
Além disso, existem outras implicações pós-tratamento que devem ser percebidas. Por exemplo, viagens internacionais podem ser complicadas por algum tempo depois. Quando enviei uma cópia das últimas correspondências para meu marido (em viagem para os Estados Unidos), ele respondeu o seguinte: Um dos meus companheiros de viagem comentou que fez este tratamento. Algum tempo depois, viajou para os EEUU. No aeroporto aqui, alarmes e sirenes começaram a disparar quando ele passou pela segurança. Eles o levaram, examinaram e interrogaram durante quase três horas até que um médico chegou para ouvir sua história. Enquanto isso, os passageiros do seu avião, especialmente aqueles que estavam sentados perto dele, foram também detidos e interrogados até que aceitaram a sua explicação sobre a radioatividade…. (E isto também pode ocorrer com qualquer exame em que isótopos radioativos forem usados).
Estou, portanto, fazendo um novo post, contendo não apenas o primeiro comentário, mas algumas correspondências anteriores e subsequentes que adicionam mais informações que podem ser valiosas para aqueles que se preparam para enfrentar o mesmo desafio (ou para aqueles que estarão dando apoio aos seus parentes ou amigos durante este período). Espero que sejam úteis e encorajadoras a todos!
Se você achar que tenha alguma informação ou reflexão para contribuir sobre este assunto, pode comentar. E, se quiser interagir com a Ana Kelly, enviarei seu comentário ao endereço dela…
Abs, Betty
P.S. Enquanto procurava por uma foto para colocar aqui, encontrei mais links que podem ajudar.
http://www.radioativos131.com.br/blog/
http://www.lightoflifefoundation.org/
A nossa correspondência começou com um comentário no post número quatro, em julho de 2009.
Prezados, eu fiz a tireodectomia total no último dia 22/07/2009, no Hospital Oswaldo Cruz, cujo procedimento foi conduzido polo exímio Dr. Celso Friguglietti. Tomei anestesia geral e acho que acordei antes da hora e falando, com a voz normal, pois o Dr. Celso quando me viu logo disse, tenho certeza que seu nervo laringeo recorrente não foi atingido, já que vc pareceia uma tagarela no pós anestésico (rss). Bom, tive dor de cabeça, na nuca, depois comecei a me sentir meio estranha, meio tonta e com um poucoi de contração no músculo da coxa direita. Tive tosse, só porque não podia tossir e foi por causa do tubo, que inflama a traqueia. Coceira na cicatriz e no dreno, por causa do micropore, após o curativo sempre dói, mas tudo é suportável.
Pois, no dia 22/07, ao tirar o curativo, o Dr. Celso me disse que fui agraciada por Deus, já que minha endócrino tinha sugerido a cirurgia de um microcancer de 4mm, no lobo esquerdo, do tipo papilifero. Mas, na biopsia pos cirurgica, a tireoide fora fatiada e a patologista constatou pelo microscópio, mais 1 nódulo de 1mm, com celulas malignas para o tipo folicular e mais 4 nódulos, em formação com 1 e 2mm, cada, com variante papilifero e folicular. Agora, estou me preparando para a iodoterapia, mas me sinto vitoriosa e tenho certeza que estou curada, Pois, eu tenho 35 anos, sou bem casada há sete anos, tenho um bebeê lindo de 1 ano e 7 meses e sou uma profissional bem sucedida.
Neste momento, que sua vida parece ser colocada em uma balança, passei a dar valor a pequenas coisas da vida e agradeço a força e orações recebidas dos parentes e amigos, independente de religião ou crença. Pois, cada palavra amiga ou gesto é combustível para você seguir em frente e continuar a batalha.
Outra coisa, que eu sempre falava para minha mãe, me disseram que eu estou doente e que a unica forma de cura é a cirurgia, mas eu não me sinto doente e nem que estou com cancer. Este pensamento é importantissimo, para você manter a sua sanidade e a dar força e coragem para quem está ao seu lado, pois no meu caso, o diagnóstico foi um ’soco no estomago’ para o meu marido, pais e irmã. Tive que ser forte para encorajá-los e tive que ser forte para ver meu bebê de 1 ano e 7 meses crescer.
Beijos a todos e muita força neste momento. Eu sei que minha batalha está no meio, mas eu vou sair vitoriosa…
Olá Betty…
Estou de volta para contar o que aconteceu depois da tireoidectomia…
Quando voltei ao meu cirurgião, Dr. Celso Friguglietti, para avaliação do procedimento, ele me indicou o Dr. Tazima para conduzir a iodoterapia com aplicação do Thyrogen. Contatei o médico que me esclareceu como seria o tratamento com iodo radiotivo 131 e marcou o procedimento para o dia 04/10/2009.
Durante o mês de setembro fui obrigada a fazer uma dieta restritiva, para auxiliar na eficácia da radioterapia. Neste período não ingeri nada que contivesse iodo (sal comum de cozinha), fui obrigada a comprar um sal especial, nada que fosse industrializado, em conserva, frutos do mar, alimentos com corante vermelho, leite, derivados da soja incluindo o óleo, iogurte, queijos, pães de forma ou qualquer alimento feitos na padaria ou restaurante, biscoito, balas, chocolate. Em suma, na minha dieta só era permitido alimento natural, feito em casa; bem como frutas, incluindo as secas e cereais crus. Lembrando que a barrinha de cereal também estava proibida.
No quesito beleza, esta dieta me ajudou a perder quatro quilos; entretanto, fui impedida de pintar as unhas e usar maquiagem. O pior, como sou muito branca, meus lábios ressecam com muita facilidade, logo fui obrigada a improvisar, passava azeite de oliva para evitar as rachaduras e me proteger do sol. Outra coisa, nem pensar de pintar os cabelos ou passar perfume, lavar o cabelo com shampoo com sal e sabonetes, pois geralmente estes produtos têm iodo em sua composição. Portanto, antes de usar estes cosméticos deveria ler as especificações.
Fui espartana, segui as orietações mais do que a risca, pois quanto melhor fosse a minha dieta restritiva, melhor seria a absorção do iodo-131 pelo meu organismo, o que aumenta a chance de cura. A idéia é matar as células de tireoide pela fome, assim quando eu ingerisse o iodo, eles correriam ávidas para o almoço e fatalmente morreriam.
Feito isto, no dia 04 de outubro de 2009, me dirigi ao Hospital Oswaldo Cruz para tomar a 1ª dose do thyrogen; na segunda-feira, dia 05/10, tomei a 2ª dose e na terça-feira, dia 06/10 me internei em um quarto de isolamento.
O thyrogren induz de forma exógena o hipotiroidismo, ou seja, não é preciso parar de tomar a levotiroxina (t4 sintético – Synthroid ou puram); porque para o tratamento com o iodo ser eficaz é necessário que o TSH esteja muito alto.
Muito bem, na terça-feira de madrugada saí de casa com o coração partido, deixei meu filhinho pequeno com minha mãe, e fui com meu marido ao Hospital Oswaldo Cruz. Entrei no quarto de isolamento, às 7h e logo em seguida veio um técnico para tirar uma amostra do meu sangue. Após, meu marido foi embora, porque já iria começar o procedimento da radioterapia com o iodo.
O quarto é revestido com paredes grossas e biombos de chumbo. Possui câmera de monitoramento interno, me senti como uma participante do “big brother”… Todos os móveis e utensílios são revestidos com TNT ou plástico, porque a radiação é eliminada com o suor e esta é uma forma de minimizar os efeitos da contaminação.
Às 8h, veio ao quarto um físico nuclear, que mediu a distância de um metro entre um ponto, que eu deveria ficar e a outra referência que seria o profissional, que mediria a radiação emitida por mim.
Às 10h, o dr Tazima chegou com o iodo-131, que estava acondicionada em um envólucro de chumbo, chamado de castelinho, ele estava vestindo uma edumentária também de chumbo, óculos de proteção e luvas. Em seguida ele abriu o “castelinho” e me entregou… Eu deveria engolir aquela bolinha de 100 microcue de iodo-131, dose mediana, de uma só vez e com cuidado para não enroscar na traquéia; bem como, durante o dia deveria ingerir muito liquido, para facilitar a eliminação do elemento químico.Fui advertida, que o iodo causa dores de estômago, queimação na boca, náusea e vômito. Sem pensar, peguei o “castelinho” e engoli de uma vez a bolinha, sem água mesmo! Para minimizar os efeitos colaterais, eu deveria expremer o caldo do limão e tomar puro. Também me deram o omeprazol.
Graças a Deus não tive qualquer intercorrência, ou os efeitos colaterais noticiados, mas acho que nunca tomei tanta água na vida, como naquele dia. isto porque quanto mais rápido houvesse o decaimento exponencial da radiação, mais rápido eu sairia do hospital. Ainda bem, que o quarto tinha janela para o jardim da Rua João Julião, pois era possível ver e ouvir os pássaros.
Para passar o tempo, durante a minha estada no isolamento, li muitas revistas, as quais foram descartadas em lixo apropriado, pois ficaram radiotivas. Todos os utensílios de uso pessoal foram para o lixo radiotivo, assim como, os pratos e copos deveriam ser de plático para descarte.
Fiquei internada por 32h, tive alta na quarta-feira, às 14h. Meu marido foi me buscar, o banco do carro foi forrado com plástico para evitar contaminação. Voltei para casa e fiquei isolada por mais 20 dias.
No dia 08 de outubro, retornei ao Hospital para tirar outra amostra de sangue e fazer a Pesquisa de Corpo Inteiro (PCI), a fim de checar se o câncer tinha ficado apenas na tireóide ou se havia metástase. Recebi o laudo, no dia 23 de outubro e, mais uma vez, agradeço a Deus por tudo, o resultado foi melhor do que o esperado, a absorção do iodo foi 130% e não havia metástase; portanto, estava 100% curada. Durante esta fase, o que mais me doeu foi ficar longe do meu pequeno príncipe, pois a radioterapia é extremamente nociva à mulhes grávidas e a crianças até 18 anos.
Entretanto, graças a corrente de orações de todos os amigos e parentes fui forte para suportar a dor e o estresse… Tinha em mente como palavra de ordem: São 20 dias longe do meu filho para eu ter a vida inteira com ele! Durante o meu isolamento em casa, que eu apelidei carinhosamente de “reclusão”, fui resignada e refleti muito sobre minha vida, meus atos e sobre o que realmente é importante. Conclui que estresses bobos do dia a dia com familiares ou colegas de trabalho só nos tornam doentes e Deus não quer que isto aconteça com a gente. Ele me tirou a cruz que eu estava predestinada a carregar, antes mesmo da doença aparecer. A PCI é a prova disto!
Durante o tratamento, vi e senti o sofrimento dos doentes de câncer e Deus me impediu de passar por algo mais sério. O Dr. Celso mesmo me disse: “Com base no relatório anátomo-patológico, se fossemos cuidar de vc quando os sintomas fossem visiveis, não daria tempo para fazer qualquer tratamento…”
Esta chance que Deus me deu, eu não quero desperdiçar. E não vou desperdiçar! Vou aproveitar minha estada na Terra da melhor forma, junto daqueles que me deram apoio e força para suportar este evento.
Durante a reclusão, o avô do meu marido faleceu e eu fiquei muito triste de não poder apoiá-lo nesta fase, pois eu estava com nível radioativo muito alto e não pude nem ao menos abraça-lo. Ele ficou arrasado, pois o avô era como um pai…
Eu saí da reclusão no dia 27 de outubro e o meu bebê completou 2 aninhos no dia 1º/11/2009, resolvemos fazer um almoço para comemorar a minha saúde e o aniversário dele. Foi um momento bastante emocionante e inequecível…
Bem, em janeiro de 2010, voltei ao Dr. Celso para realização dos meus exames, pois devo fazer o monitoramento de 3 em 3 meses. E graças a Deus, ele me disse outra vez, que estava curada e o que aconteceu comigo no ano passado deveria ser esquecido. Que eu devo colocar um pedra em cima e segui a vida com alegria.
Confesso, que este período foi muito difícil, pois fica martelando na sua cabeça o tempo todo: você tem Câncer, câncer, câncer, câncer… Você perde o sono no meio da noite e pensa na vida,o que passou e se você terá futuro.
Para aqueles que foram surpreendidos com este golpe baixo, não se desesperem. Este tipo de câncer tem cura e a vida com o comprimidinho azul continua a mesma que era antes. Só um calorzinho e suorzinho, de vez em quando, mas tudo bem… Você suporta.
Betty, agradeço a vc a oportunidade de escrever no seu blog e contar um pouco desta experiência de vida, que me fez crescer como ser humano. Pois, acredito, que os depoimentos ajudarão outras pessoas, a exemplo do que aconteceu comigo.
Existe vida após a descoberta da doença e depois dela você passa a aproveitar melhor a vida. Pois, “o que se leva da vida é a vida que se leva.”
Beijos
Ana Kelly
Logo depois, chegou este comentário de uma outra leitora com nome de Mariana (que mandei para Ana Kelly)
Betty, adorei o seu blog. parabéns por esta iniciativa.
Fui operada também e é câncer–maligno. As informações passadas pela Ana Kelly Natali foram muito esclarecedoras para minhas varias duvidas, e gostaria de aproveitar este espaço para saber se demora muito para conseguir o leito para este tratamento de IODORADIOPTERAPIA Vou ter uma consulta para saber se realizarei este tratamento no Hospital Santa Paula ou no Oswaldo Cruz. Sou bem ansiosa e por mim resolveria tudo hoje. hahaha aguardo informações.
Betty, novamente obrigada pelo seu espaço.
A Ana Kelly respondeu.
Betty, Fico feliz de poder ajudar, pois quando fui diagnosticada com câncer tive muitas dúvidas e o seu blog ajudou-me.
Mariana, Com relação ao tempo de espera para realização do procedimento, demorou cerca de 2 meses para conseguir a vaga, pois no Hospital Osvaldo Cruz, existem poucos quartos preparados, os quais estão localizados no prédio velho, cuja construção das paredes é bem reforçada. Pois fiz a cirurgia dia 22 de julho e a internação para radioterapia ocorreu no dia 06/10/2009.
Agora, eu não conheço o Hospital Santa Paula, mas eu indico o Oswaldo Cruz, o pessoal técnico é bastante competente e de acordo com as informações que obtive dos especialistas médicos, o HAOC tem equipamentos de última geração e o trato com o paciente é humanizado. O que é importante, pois nesta fase estamos muito fragilizadas.
Beijos à todas e, no que eu puder ajudar fico à disposição.
Ana Kelly
Eu escrevi para Ana Kelly ontem à noite, 28 de fevereiro de 2010:
Querida Ana Kelly:
Aprecio muito a sua contribuição, completando numa área em que não tive experiência. Como vê pela carta que já lhe encaminhei, creio que muitas pessoas saberão melhor o que lhes esperará, através do seu relato, muito bem elaborado e completo. Ajuda ter alguma noção do tamanho e extensão das dificuldades que temos que enfrentar–a incerteza é algo muito incômodo e assustador. Também é bom porque o relato tem elementos de esperança. Estou pensando em talvez fazer um post exclusivo com a sua carta, porque ela fica meio “perdida” no fim do texto e muitos não vão chegar até ela. Já a coloquei no fim do post 9 também, pois este fala especificamente do assunto. Se eu tiver alguma informação incorreta lá, pode me corrigir.
Fiquei com algumas perguntas. Eu não havia percebido a extensão da limitação em termos de objetos para levar dentro do quartinho. Quando pensei que este também seria meu destino, me imaginava lá dentro com meu computador, celular, livros favoritos, som… Eles não inventaram ainda um jeito de se ver TV ou DVDs através de um vidro? E música, colocam para tocar? A sua escolha? Levou um celular “descartável”?
Finalmente–o que é o “comprimidinho azul”? É o hormônio?–no meu caso é um comprimido amarelo–Synthroid 100. Ou é outra coisa?
Que Deus a abençoe, dando muitas oportunidades de conhece-lo como Ele quer ser conhecido, e de servi-lo como Ele quer ser servido.
Abs, Betty
E Jesus disse-lhe: Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. — Evangelho de Mateus, capítulo 22, versículos 35-37.
Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Evangelho de João, capítulo 14, versículo 6.
Segue a resposta de Ana Kelly
01 de março de 2010
Betty,
No quarto de isolamento só tem uma TV com controle e um telefone sem fio, ambos recobertos com plástico, o chão e os móveis são revestidos por um material sintético denominado TNT, o peitoril das janelas, maçanetas e puxadores são enrolados com filme plástico. A enfermagem entrega os alimentos e medicação em bandejas de papelão e os pratos e os talheres são de plástico. Este procedimento também foi respeitado pela minha família durante os 20 dias de “reclusão”.
No hospital, quando algum profissional precisa entrar no quarto, interfona para o paciente, que tem que se deitar na cama que fica atrás de uns biombos de chumbo. Não pode haver contato nenhum com qualquer pessoa ou animal, enquanto você está radioativa, que eu também apelidei de “período de cintilância”. Fiz tudo o que pude para melhorar a situação, pois se tenho que enfrentar devo fazer de cabeça erguida. Meu médico também me disse, que psicologicamente eu também fui forte para conduzir a situação, criei formas para minorar o meu estresse e ajudar minha família que também ficou fragilizada…
Enquanto a roupas e objetos de uso pessoal, tive que levar apenas roupas leves que poderiam ser descartadas no lixo do hospital ou para reutilização eu mesma deveria lavar e um ciclo de máquina seria suficiente para descontaminação. Todavia, outra pessoa deveria colocá-la no varal. Ou, se preferisse poderia deixar separada, durante o mesmo período de isolamento. Assim, se fiquei 20 dias todos os objetos deveriam ficar isolados 20 dias, a contar do término do meu isolamento. No meu caso eu fiz a última opção, pois como tenho um bebê fiquei com receio de contaminar a máquina de lavar.
Não levei nada para o quarto de isolamento e utilizei as necessaires de cuidados pessoais fornecidas pelo Hospital, as quais foram descartadas na minha saída. Caso eu vomitasse, a orientação e que eu mesma deveria limpar os dejetos e só após solicitar a ajuda de um profissional. As idas ao banheiro, deveriam ser cuidadosas, não poderia haver qualquer respingo no chão ou tampa da privada. Após, deveria das 5 longas descargas, e lavar as minhas maõs com um sabonete descontaminante e depois com outro normal.
Levei apenas revistas e objetos que pudessem ser jogados fora. Para os retornos ao hospital, fui orientada de que deveria usar luvas de plástico e revestir o carro com plástico, deveria ir sozinha para evitar que meus parentes fossem expostos a radiação desnecessária. Pois, durante a dieta do iodo, todas as pessoas que poderão ter contato comigo devem ingerir os alimentos utilizando o sal sem iodo, para que a radiação eventual e esporádica não seja nociva a eles. Durante o período de isolamento em casa, fiquei em uma área pouco usada de minha casa, meus parentes me entregavam os alimentos e eu ficava escondida para não expô-los.
Com relação ao comprimidinho azul que citei, esta me referindo ao Synthroid®, acho que ele deve mudar de cor de a acordo com a dosagem, pois o meu é o 150mg. Esta dosagem está um pouco alta, mas é necessário para manter-me com o TSH baixo, para evitar reincidência do câncer.
Se você quiser colocar esta parte como aditamento ao meu relato, fique a vontade. E, como lhe disse, fico à disposição para outros esclarecimentos, pois nesta fase ficamos cheios de caraminholas e a consulta com o médico é curta para tirar todas as nossas dúvidas… E como boa cristã, quero deixar o meu testemunho de fé e de certeza que o Pai não desampara seus filhos.
Bjs, Ana Kelly Natali
Fiz a retirada da tireoide no dia 03.03.2010 e a iodoterapia (lodo 131 100mci) no dia 07.04.2010. Faço, desde então, uso do Puran T4 100mg e não senti a maioria dos efeitos colaterais pertinentes. Cerca de 10 dias, após tomar o iodo, perde o sabor dos alimentos, tais como sal, açucar, gosto do pão, etc.
A minha pergunta é isto normal? é passageiro?
Cara Sra Betty,
Ontem à noite o Senhor falou ao meu coração sobre o texto de Marta e Maria sendo visitadas por Jesus.
Com aquela palavra na mente vim para a rede para colher um pouco mais sobre o assunto. Encontrei suas reflexões sobre o texto…Me falou profundamente à alma não somente o fruto de suas experiências, mas também, o que me pareceu evidente, sua amizade com Jesus.
Minha irmã em Cristo, você não faz idéia do quanto o ler seus escritos me abençoaram no dia de hoje!
Escrevo-lhe para agradecer-lhe e também encorajá-la a perseverar nesse ministério que glorifica o nome de Cristo e, por isso, constrói um mundo melhor!
Deus a abençoe, bem como a todos os seus!
NAquele que nos une,
Daniel Jr
Olá, Betty. Tudo bem?
Li tuuuudo e agradeço pelos esclarecimentos seus e de todos, especialmente da Ana Kelly. Coincidentemente, meu médico é o mesmo dela, Dr. Friguglietti, e o médico nuclear indicado também é o Dr. Tazima do HAOC.
Estou tranquila, graças a Deus. Tenho dois filhotes, de 7 e 5 anos, e não me deixo abater. Minha cirurgia foi um sucesso – tireoidectomia total. Estou tendo apoio da minha família, meu marido e meus amigos queridos. Como isso é bom, não? Confio muito em Deus e sei que tudo passará e devo seguir confiante. Tenho consulta marcada com o Dr. Tazima no próximo dia 12. Gostaria de saber da Ana Kelly e/ou de outras pessoas se seus convênios médicos arcaram com o custo do Thyrogen. Neste momento é o que me preocupa, uma vez que o custo é muito alto, não é?
Abraços, Andréa
Olá Sra. Ana Kelly, lhe parabenizo pela benção recebida por Deus pois sua cura já foi determinada por Ele. Minha amiga fará a iodoterapia e os médicos tb já disseram a ela que está curada com certeza. Mas estamos um pouco assustados com esta questão da radiação em casa. Gostaria de mais esclarecimentos como: se ela tocar no controle da tv, tem um tepo assim pra que outra pessoa possa tocar sem contaminar. Se eu sentar no banco da frente do meu carro e ela no fundo eu serei contaminada. Se ela sentar numa cadeira quanto tempo depois eu posso sentar. Se ela cair como faço pra carregá-la com uma pano com um plástico. As roupas dela e pratos que ela usar como posso lavar pra não ser contaminado. Esses tipos de questionamentos é que queria que se a Sra. pudesse me descrevesse. Que Deus lhe abençõe hoje e sempre.
Obrigada Sra. Beth obrigada pela oportunidade de termos o conhecimento da nossa situação através do seu blog. Que Deus lhe ilumine e lhe abençõe.
Oi, voltei para dizer que fiz outro exame de ultrasom hoje e vimos que os nódulos aumentaram. Fiz também uma punção, mas o resultado sairá dia 17/07. Minha cirurgia está marcada para 19/07 e penso que o Senhor permitirá que eu passe por isso para fortalecer a minha fé. Peço a oração de todos para que tudo corra bem e a recuperação seja rápida e milagrosa, afinal vou cantar no meu coral dia 01/02 ( mudaram o dia, a igreja está em obra). Um abraço carinhoso a todas as pessoas que estão, passaram e passarão pelo que estamos vivendo. Deus as abençõe! Obrigado , Betty por sua ajuda.
Roberta,
Tenha fé que com certeza sua cirurgia será um sucesso. Fiz minha primeira cirurgia em 14/06 a recuperação foi excelente porém o resultado da biopsia constatou malignidade em 3 nodulos sendo que na ultrassom eu tinha um nódulo benigno de 1 cm. Soube que iria operar novamente em 1 semana. Hoje fazem 12 dias da última cirurgia e tirei os pontos. Agora recebi o encaminhamento para a iodoterapia e também para o endocrino.
No geral me sinto bem, exceto a dormência nas mãos e pés que é devido ao cálcio ainda estar desregulado. Estou tomando Calcio Sandoz 2 x ao dia 1000mg p/ dia e Calcitriol. Amanhã vou ao endocrcino ouvir o que ele tem a me dizer e depois coloco no post.
Beijos à todos e que Deus abençoe a todos nós!
GOSTARIA DE SABER SE ESSE ISOLAMENTO EM CASA NAO PODE TER CONTATO COM NINGUEM
Oi, cheguei hoje do hospital,foi o dia mais feliz da minha vida, porque estava tendo crise de ansiedade por estar tantos dias lá. Foram 11 dias após a operação e louvo ao meu Deus por que hoje estou melhor,
tendo dormência nas pernas ainda, mas falando bem e comendo normalmente.Meu nível de calcio caiu e por isso tive que ficar
esses dias a mais, mas na operação correu tudo bem e eu tinha
feito uma biopsia antes que não acusou malignidade nos nódulos. Agora irei tomar Efical 1500mg ao dia , até meu retorno ao médico dia 05/08 e fazer tudo direitinho para ficar boa logo.
Uma palavra de consolo a todas(os):
“AQUIETAI-VOS E SABEI QUE EU SOU DEUS!” Deus nos diz na sua Palavra.
Aquietemos os nossos corações porque Deus não nos dá nada que não seja para o nosso bem e que anunciemos esse bem a todos para que eles reconheçam que só o Senhor é DEUS! Deus nos abençõe e nos guarde nesses momentos de aflição. Um beijo no coração de todos e especialmente no da Beth, tão especial para nós!
Querida Roberta:
Acabo de voltar de uma viagem a Moçambique, juntamente com meu marido, que foi bastante impactante. Nem Internet teve no lugar onde ficamos. Agora estou tentando colocar os e-mails em dia.
Sua estadia hospitalar foi comprida, não? Mas que bom que já está em casa e que o resultado da biopsia foi negativo. E é especial que você sabe que, quando somos filhos de Deus, tudo que nos ocorre é para o bem. Ajuda tanto!
A vida pode tornar-se uma aventura quando percebemos que os nossos problemas podem ser vistos e aproveitados como oportunidades para crescer espiritualmente e para testemunhar de Deus a pessoas em lugares em que não escolheríamos estar normalmente, e em situações onde a nossa confiança pode ser luz e alegria em situações tristes. Quando o nosso foco é em servir a Deus e honrar a Seu Filho, Jesus Cristo, e fazer bem ao nosso semelhante, até nas horas em que precisamos dar atenção a nós mesmos, muitas bênçãos podem se manifestar.
Nos mantenha informados sobre o seu progresso.
Abs, Betty
oi betty estou muito ansiosa depois de amanhã vou me submeter a cirurgia tireoidectomia total estou com o nódulo malígno, o pior é que estou gravida de seis meses estou com muito medo de fazer algum risco para meu bebê,esperamos o bebê se formar para realizar a cirurgia. Peço muito a deus que não ocorra metastase. quero saber se pode voltar o cancer depois de muito tempo. o tipo do nnodulo é o papilífero e estar com 2,7 cm. por favor me tirem essa dúvida se existe alguem depoisd e muito tempo de cancer de tireoide se vive uma vida normal? um abraço.
Querida Cleide:
Pelo que tenho observado, muitas pessoas conseguem ter uma vida normal por muito tempo depois de tratar do cancer. Acabo de ganhar uma netinha e tem outra a caminho, que deve nascer daqui a uma ou duas semanas. Portanto, sei de perto o que é estar grávida e zelar pelo bem-estar da criança em formação. Creio que seus médicos vão fazer de tudo para não prejudicar nem mãe nem filho.
É fato também que este câncer é muito “tratável” e que o tratamento é de curta duração em comparação a muitos outros. Pode ser que você tenha uns poucos meses dificéis à frente, entre a cirurgia, o parto (Deus permitindo) e o tratamento (se for necessário), mas procure lidar com cada dia por sua vez, sem pensar demais naquilo que é incerto ou mais distante. Tente apreciar as bênçãos que lhe cercam, via pessoas, situações e condições.
Peço a Deus neste momento que Ele lhe permita muita tranquilidade e que os médicos, especialistas e enfermeiros possam ter tudo que precisam para suas mãos e suas mentes desempenharem corretamente tudo que for necessário. Esperamos receber mais notícias suas.
Abs, Betty
Betty,
Hoje recebi a ultrassonografia com laudo de varios nódulos na Tireoide sendo 1 de 4 cm mergulhante.
Consegui passar na Endocrino que me indicou o Dr. Celso, para avaliar o caso. Na busca de informações acessei seu blog e li seus depoimentos bem como o da Ana kelly, me emocionei…,Procuro forças em suas histórias para seguir em frente. Sou muito bem casado e tenho 2 filhos (14 e 17 anos) que muito precisam de mim.
Obrigado
Abraços
George
oi bett hoje cheguei do hospital tem 4 dias da cirurgia que foi realizada estou reagindo bem não senti enjoos, febre e meu meu bebê está mexendo muito bem estou muito confiante que vai dar tudo certo,estou com um pouco de medo da iodoterapia depois que meu bebê nascer vou ter que me afastar muitos dias dele? pois sei como e ruim ficar longe do filho, fiquei esses dias longe do filho de 4 anos e sofri muito. eu agradeço muito suas respostas tem muito me ajudado. ah o nódulo tinha metastase para os linfonodos e foram dissecados o medico disse que eu ficasse tranquila pois esse nódulo não é muito de se espalhar a distancia. um forte abraço
Querida Cleide:
Vamos dar graças a Deus que vivemos numa época em que já inventaram tanto o substituto do hormônio feito pela tireoide quanto um tratamento eficaz e relativamente curto para o cancer dela. Depois da sua recuperação, cuide do seu filho de 4 anos e da sua saúde para que seu bebe cresça normalmente. Trabalhe seus relacionamentos. Curta a beleza ao seu redor, abra mão das mágoas e ressentimentos… Não vá pensando muito sobre a iodoterapia por enquanto. Jesus disse para os seus discípulos (em Mateus 6:34) “buscai, pois, em primeiro lugar, o reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta ao dia o seu próprio mal.”
Um abraço grande, Betty
Cleide:
Eu nunca consigo lhe enviar um e-mail em particular. Toda vez que respondo ao endereço de e-mail que vem com o seu comentário, recebo um aviso que foi impossível entregar a carta. Porque será? Abs, Betty
bett muito o brigada pelo apoio você tem me ajudado deus abençoi você e sua família.
Meu nome é Janaína Soares e sou de Belo Horizonte. Também fiz tireoidectomia total por causa de um nódulo maligno. Sou abençoada, com certeza, porque de outra maneira não descobriria tão cedo o câncer. Minha tireoide funcionava normalmente, fui ao endocrino, Dr. Paulo Correa,por causa de outros nódulos no pescoço e como eu ia fazer ultrassom ele resolver apalpar minha tireoide e achou um nodulo do lado direito de menos de 1 cm. Na ultrassonografia o nódulo de 8mm já deu indicações de ser maligno, a punção confirmou o carcinoma papilar e a tireoidectomia foi a indicação. Tive um momento de pânico nesse processo: quando li o resultado da biopsia e realizei que teria que tomar anestesia geral.
Não tive problemas com o câncer, mas fazer uma cirurgia me deixou apavorada. Só me imaginava tendo um treco na mesa de operação. Meus familiares sofreram mais com o câncer do que eu. Afinal, em nenhum momento eu tinha dúvida que seria curada. Fiz a cirurgia no hospital Life Center no dia 8/07. Assim que passou a anestesia, o meu cirurgião, Dr. Enaldo Lopes, me falou, ainda no bloco cirurgico: Você está curada, agradeça a Deus por encontrar o Dr. Paulo e por ele estar disponível porque ele é muito ocupado. Desde a primeira consulta com o Dr. Paulo e a operação foram 2 meses e meio. Tempo recorde se contarmos os prazos todos.
Saí da cirurgia super bem, no dia seguinte estava em casa e a pior parte começou: não podia falar por uma semana. Isso foi horrível! hehhe. Meu marido me deu um caderninho e eu pedi um maior. As pessoas vinham me ver e eu ficava desesperada pra falar. Fiz o melhor que pude, fiquei 3 dias calada, e mais uns 4 falando sim, não, e mais um pouquinho. Claro que o pescoço inchou, mas nada de preocupante.
Depois de 20 dias fui ao cirurgião e ao endocrino para falarmos da iodoterapia. Optei por ficar sem hormônio nenhum nesse tempo, pois assim poderia fazer a iodoterapia mais rapidamente do que se tomasse hormônio e depois tomasse a injeção para cortar o efeito. Nesses primeiros 20 dias fiquei muito bem. Um pouco de dor nas pernas, uma fadiga e uma inchadinha, principalmente nos pés e nas bochechas.
Estou tomando cálcio desde a cirurgia, e só agora tive caimbras, 2 vezes. Claro que em lugares estranhos, tipo axila e costelas.Porque caimbra na perna qualquer um pode ter!
Trabalho em casa com tradução e revisão de textos e tenho que confessar que, as vezes, a memória falha. Mas como já tinha sido diagnosticada com deficit de atenção e hiperatividade, não estou vendo muita diferença… hehheh.
Estou fazendo a dieta para fazer a iodoterapia no dia 10/08. A dieta NÃO é um bicho de 7 cabeças. É chata, é restritiva, mas niguém morre por não poder comer leite, derivados, gema de ovo e, principalmente, todas as junk foods que são maravilhosas!
Eu amo leite e sofro bastante com isso, tenho pensamentos obssessivos com canudinhos de doce de leite! Mas eu me alimentava muito mal, basicamente massas e doces e ter que comer frutas, verduras e carnes é um passo e tanto. Uma boa saída para fazer coisas gostosas é procurar receitas veganas que não tem proteína animal. Eles são bem evoluídos nesse quesito e as adaptações são mínimas. Tem um monte de doce, biscoitos, bolos que ficam gostosos. Outra coisa bacana que descobri nesses dias naturebas foi que eu posso fazer coisas em casa. Geleias, molho de tomate, vitaminas, tudo o que eu preferia comprar tem um sabor melhor quando é caseiro e isso eu vou manter, mesmo quando não estiver mais de dieta. Graças a Deus pelo freezer! Outra coisa boa é a diminuição do sal. Sei lá, parece que o não iodado tempera mais.
Enfim, é óbvio que ninguém pede pra ter um câncer e fica feliz e saltitante. Mas, escrever sobre os momentos mais fáceis, as coisas possíveis de serem feitas, é melhor do que falar somente sobre os dias ruins (que existem sim), sobre as dificuldades, etc. Digo isso porque já ficamos mal sozinhos, sem ajuda, hehehe. E temos que olhar pra frente e ter fé de que tudo que acontece com a gente é porque Deus quis e ele nos ampara sempre.
Ah, uma última coisa: as crianças (e os amigos nerds e geeks) adoram saber que vamos ficar radioativas tipo Incrível Hulk, Homem-Aranha, The Flash! É uma boa maneira de dar leveza pra essa fase de separação! Nem todo mundo tem um amigo radioativo!
Obrigada pelo blog tão bacana e boa sorte a você e a todos que passam por esse momento delicado!
Abraços
Olá, Janaina:
Agradeço o seu compartilhar da sua jornada até agora. Gosto da sua capacidade de enxergar as coisas boas em meio às dificuldades. Creio que sua carta irá encorajar várias pessoas. Se poder fazer isto, apreciaremos um relato pós-iodoterapia também. Ainda são poucos que tem contado das suas experiências nesta área.
Que Deus lhe forteleça–fisica, emocional e espiritualmente, para logo-logo poder retornar a uma vida “normal”, mais sábia, mais compassiva e mais consciente das reais prioridades.
Abs, Betty
Oi Betty,
Tudo bem?
Ha algum tempo atras entrei em contato com voce e descobri que o cirugiao que me operou era o mesmo que o seu. Ainda nao consegui encontrar um local que realize o exame da Tireoglobulina com as injecoes (em gerla so fazem a PCI), mas nao desisti, pois nao quero deixar de tomar o hormonio.
Uma mensagem para a Cleide: Fiz a a tireoidectomia ha 9 anos e levo vida normal. As duas unicas diferencas: nao esquerecer do comprimido diario em jejum e fazer acompanhamento periodico com o endocrino.
Afora isso, faco tudo o que fazia e mais ate, pois descobri o quao valiosa e a vida.
Que Deus a abencoe. Beijos
Querida Betty,
Tudo está indo relativamente bem. O cálcio normalizou, já estou tomando Puran, mas me sinto muito cansada, com dores de cabeça e com muitas dores no corpo. Isso é normal?
Tenho consulta dia 15/09, ainda com a cirurgiã que me operou, mas parece que os hormônios ainda estão desregulados, pelo exame por ela pedido. Como pouco entendo, não sei se é isso que faz com que me sinta assim. Você sentia algo parecido no seu pós? Me informe. Um abraço e que Deus continue a abençoá-la.