Comentando os Comentários

Continuo recebendo comentários aos meus posts sobre a vida durante e depois da cirurgia na qual removeram a minha tireóide, em maio de 2009, especialmente os do número quatro, onde já tem 54 comentários de 40 pessoas. Consegui responder a alguns de imediato, mas não pude, e não posso, responder a todos, individualmente, mas vou tentar mencionar uma boa parte aqui.
Existem pessoas como a Rosangela, que se recuperaram logo e/ou tiveram poucas seqüelas e nódulos benignos. Renata Lucena, depois de seis dias de operada, relata uma recuperação, que é o sonho de qualquer paciente. Ficamos contentes por ela. Outras, como Mara Élida, contam que ainda irão fazer a cirurgia e agradecem as “palavras incentivadoras”. Mas isto foi em junho – já deve ter sido operada.
Por outro lado, Marcilene tirou a tireóide há 15 anos, ainda sente dores, e quer saber por que. Sugiro que ela procure um endocrinologista (ou um clínico geral) para compartilhar seus sintomas. Enquanto isso, Rosane Costa escreve três dias depois de ter retirado um nódulo de 5 cm, numa cirurgia parcial. Está bem, mas preocupa-se com a volta da voz pois é cantora evangélica. Creio que, com o aumento nos casos de tireoidismo, este será um problema crescente para aqueles cuja voz é instrumento de trabalho, de prazer e de ministério. Entretanto, sendo evangélica, ela pode ter certeza que tudo contribui para o bem e que, se ela procurar se curvar à vontade dele, Deus lhe dará paz.
Ri um pouquinho com a introdução da Inokitas. Ela nos aconselha a não “correr logo feito loucos para pesquisar (na Internet) pois só colocamos macaquinhos no sótão”. Entretanto, ela deve ter feito uma pesquisa bem trabalhada para encontrar meu post número quatro e comentar nele.
Ao ler os comentários dela, pensei logo—esta senhora mora no Portugal ou em alguma ex-colônia portuguesa. Ela tem uma maneira tão bonitinha de se expressar…. Fui verificar e, realmente, o IP dela é de Portugal (portanto, Mônica, creio que o telefone do fonoaudiólogo dela não vai lhe servir em São Paulo!) A Inokitas fez a cirurgia há um ano e pouco e também sofreu bastante com a voz. O nódulo dela era enorme (mais de 10 cm) e para dentro. Portanto as suas cordas vocais foram esticadas e ela teve grandes problemas de falar no início. Teve que recorrer a uma terapeuta e diz que esta “ajudou-me rapidamente a ter uma vida normal. Dei por mim a apertar a barriga, a habituar-me a respirar com o diafragma… Por incrível que pareça a maior parte de nós não sabe respirar como deve ser, visto não exercitarmos o dito diafragma—o que nos obriga a encher a barriga de ar e não os pulmões… Também fazia vários barulhos sonoros para a voz voltar… Hoje, passado 1 ano e 3 meses, estou bem, falo que nunca mais me calo; noto que já não consigo cantar facilmente em agudos.”
Ela teve muitas dificuldades em engolir e beber água, mas estas também passaram. Foram “momentos de frustração e choro total”, mas “agora bebo como antes, muito mesmo… Agora sempre que ‘tou cheia de sede e pego numa garrafa e bebo-a de seguida, me lembro dos 2 meses que tive esta dificuldade…”
Creio que aquilo que escreveu nos ajuda a ver que, ainda que nem tudo sai como gostaríamos no início; com o passar do tempo e com certas iniciativas, muito pode melhorar. Suas palavras me incentivam a antecipar a procura por um fonoaudiólogo para fazer terapia de fala. Será que algum leitor ou leitora pode me indicar alguém qualificado na área de Higienópolis em São Paulo? Que, preferivelmente, atenda pelo convênio da AMIL…
A Ruth (que se operou no início de agosto deste ano) escreveu um mês depois com suas preocupações a respeito da cicatrização e o incômodo ao engolir. Também não sabe se tirou todo o tireóide. Iria voltar ao trabalho no dia 08 de setembro. Penso que ela deve pedir detalhes da cirurgia ao seu médico e procurar um laudo por escrito do diagnóstico original e daquilo que foi feito. No meu caso, o cirurgião escreveu um relato para me encaminhar à endocrinologista. Se os termos usados lhe forem desconhecidos, peça uma explicação, educadamente.
Sempre é uma boa idéia levar um caderno para o consultório médico. Antes, anote todos os sintomas que está sentindo e todas as perguntas que tem, pois, normalmente, alguns detalhes nos escapam na hora, quando estamos nervosas ou, especialmente, se o médico parecer estar com pressa. E vá anotando os pontos principais enquanto o doutor ou a doutora explica, para poder compartilhar o que foi dito com as pessoas que lhe são próximas, usando a terminologia exata. Se não entender o termo, peça com jeito para ele/ela soletrar ou anotar por você. (Hoje em dia, os mais avançados entre nós já se aproveitam do recurso de registrar no telefone celular ou outra engenhoca digital).
Andréa compartilha um problema que eu ainda não conhecia—o quelóide. Procurei o termo na Internet e vi que é uma dificuldade na cicatrização. É “uma cicatriz que não sabe quando parar de crescer”. Ele se caracteriza por uma cicatriz endurecida, que se eleva acima do nível normal da pele. Espero, entretanto, que seja apenas um susto, pois não fazia muito tempo desde que ela havia feito a cirurgia (18-08). Quando escreveu, ela ainda não havia recebido o resultado da biopsia.
A Márcia confessa que enrolou cinco anos para fazer a cirurgia e que tremia muito na hora de tomar a anestesia. Entretanto, agradece pelas coisas escritas no blog (que ela descobriu um pouco antes de sair de casa no dia em que se internou) e compartilha que “a cirurgia foi tranquilíssima”. Esperamos que a recuperação tenha sido boa, como também a de Ricardo, que tem a idade do meu filho mais velho, e é pai de uma filhinha, e que iria tirar o tireóide com um nódulo com “células perigosas”.
Uma outra Márcia compartilha que teve que fazer duas cirurgias em seguida porque descobriram que estava com câncer apesar de todos os indícios iniciais ao contrário. Primeiro ela tirou o lóbulo esquerdo e, depois, o tireóide inteiro. Ainda estava em recuperação quando escreveu e lutando com uma repentina rouquidão. Iria fazer uma laringoscopia por conta disto. Ainda não sabemos do resultado, nem dos passos seguintes receitados pelo médico.
A Catia tinha um monte de perguntas no dia 18 de agosto, que, espero, já foram respondidas pelo médico dela. Pela minha própria experiência, a cirurgia durou poucas horas, a internação foi de um dia e uma noite e repousei por mais ou menos uma semana (sem ficar na cama, apenas evitando carregar peso ou movimentar-me muito). Demorei um pouco mais para poder dirigir. Talvez ela queira nos contar sobre os passos que já seguiu. A Carla, cujo marido iria fazer a cirurgia, queria saber se a minha anestesia foi geral. Foi.
A Camila fez a cirurgia há dois anos e ainda sofre de várias maneiras (cãibras, formigamento, alta dose de hormônio, voz). Pelo que fala, penso que devem ter mexido com as paratireóides dela. Mas ela diz que dá “graças a Deus por ter passado por tudo isso; aprendi muita coisa, a dar mais valor na minha vida, por exemplo”.
Vera Medeiros fez tireoidectomia total no início de julho. Estava em casa, ainda com dreno, e sem medicação alguma (cálcio, hormônio…). Só Tylenol para dor, que felizmente não tinha. Sua voz “por enquanto” estava normal. Perguntou em quanto tempo iria começar a tomar Synthroid? Retornaria ao médico no dia 13/07 para remoção do curativo e “orientações”. Queria saber se estava tudo dentro da normalidade.
Respondi mais ou menos assim: Olá, Vera:
Que bom que sua voz está normal! Estou quase com inveja! A minha continua rouca.
Temo em lhe dar algumas orientações que entrem no campo do médico, pois sou apenas paciente também. Na minha avaliação, entretanto, a sua cirurgia talvez possa ter sido parcial. Isto explicaria a falta de necessidade de hormônio. E, talvez, não precisaram mexer muito com as glândulas paratireóides e, portanto, não esperam que sinta falta de cálcio. Se você estiver sentindo-se bem, dê graças a Deus e não se perturbe. Entretanto, se você estiver muito preocupada, ligue para o consultório do médico e pergunte sobre seus temores. Faça antes uma pesquisa na Internet, jogando as palavras “tireóide” e “cirurgia”. Encontrará sites como este da Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço. Depois me conte o que descobriu.
Alessandra estava com problemas na tireóide em 2006, engravidou e parou com os exames. Apenas recentemente voltou a fazê-los e confessa que está com medo de fazer a cirurgia. Não sabemos os resultados e se já marcou a data. E nem temos mais informações sobre a Josy que ainda estava na fase inicial dos seus exames.
Denise estava sofrendo muito. Ela já penava com os efeitos de um desequilíbrio hormonal antes, e parece que a cirurgia, em 15-05-09, não resolveu tudo do jeito que sonhava, apesar do tumor ser benigno. Ela se manifesta desejosa de receber o input dos leitores. Creio, entretanto, que não temos médicos/especialistas entre estes e sugiro, se não melhorou, que procure logo outras opiniões de especialistas na cidade dela, talvez recomendadas por pessoas conhecidas.
Marlene mora numa ilha dos Açores, no meio do Oceano Atlântico, e iria para Portugal retirar um único nódulo em Lisboa no mês de setembro. Espero que ela tenha alguns parentes ou amigos para fazer-lhe, ou que conseguiram fazer, companhia durante este período e que os funcionários do hospital conseguiram passar tranqüilidade e confiança para ela para logo-logo poder voltar à companhia da sua filha de 10 anos. Gostei que a leitora Joseanny parou para dizer-lhe umas palavras encorajadoras.
Num comentário anterior, a Joseanny compartilhou que sofria muito com os problemas de tireóide, com seu humor e com sua aparência e que, 40 dias depois de uma tireoidectomia total, “hoje só vejo flores em minha vida… Estou feliz…muito feliz…graças a Deus! E até agora ainda não consigo relatar minha história se não for com lágrimas rolando, como agora por exemplo. Pode até parecer exagero, mas quem enfrentou um problema como tal, sabe com precisão o que estou tentando passar aqui.” Isto apesar de continuar rouca. Ela também tem uma caixinha como a minha “para guardar os remédios pertinho do travesseiro”.
Ana Kelly Natali, de 35 anos, fez tireodectomia total em 22 de julho, quando se assustou com a descoberta de vários nódulos com células malignas de dois tipos. Esta mãe e esposa jovem ainda estava se recuperando das seqüelas da cirurgia e já se preparava para fazer a iodoterapia quando escreveu. Entendo que este é um processo bastante difícil, mas muito mais rápido e com chances de vitória bem maiores do que muitos outros tratamentos para câncer. Oremos, portanto, por ela e por sua família nestes dias.
A Marge enfrentou um carcinoma e tem apenas uma corda vocal funcionando, mas superou tudo e diz que teve medo dos tratamentos mas “tudo foi bem tranqüilo (até demais!!)” Seu relato é encorajador e ela ainda sugere para Patrícia que use a pomada Contractubex para a cicatriz (no caso dela, “ficou bem clarinha e quase imperceptível.”)
A Adriana diz que está com a “tireóide dolorida” e pergunta como começou o meu problema. Respondi que não senti dor no local. Foram os exames de TSH, T3 e T4 que acusaram o problema (referi-me a última parte do meu post, Alegrias e Tristezas). A melhor coisa seria procurar um médico se a dor persistir. Perdurando por apenas um pouco de tempo, eu não me preocuparia. Ela poderia, também, pedir para seu médico solicitar estes exames da próxima vez que fizesse alguma consulta.
Joseane também fez uma tireoidectomia total e escreve depois de uma semana (no dia 30 de julho), comparando aquilo que sentiu e sente com o que eu descrevi. Foi poupada de vários problemas, mas enfrentava rouquidão e queria saber se a minha voz voltou ao normal (como já disse, meu marido diz que, apesar do ceticismo dele, ela está quase normal). As punções pré-operatórias tiveram resultados benignos, entretanto ela ainda esperava o diagnóstico dos exames pós-operatórios em vários nódulos. Torço para que tenham sido negativos também.
No comentário dela, a Hozana pretendia fazer a mesma cirurgia no dia 14 de setembro, e compartilhou as suas incertezas e temores, especialmente porque já havia sido diagnosticado o câncer e, portanto, ela não podia esperar até janeiro quando o convênio médico dela lhe daria cobertura. Queria saber se algum(a) leitor(a) já se operou no hospital de Heliópolis. Minha resposta, compartilhando algumas coisas sobre o hospital e o tipo de câncer (papilífero) dela está aqui. Depois, ela escreveu novamente, agradecendo e compartilhando que a cirurgia foi adiada para o dia 24 de setembro e pedindo nossas orações.
Interagi também com a Maria Souza que iria fazer a cirurgia no dia 14 de setembro e pediu orientações dos leitores sobre se deveria retirar toda a tireóide, tendo um “nódulo com células de Hurthle”. Eu ainda não conhecia estas células mas pesquisei e fiz algumas considerações aqui, falando também do seu médico, cujo nome aparecia pela segunda vez nos comentários (e já foi citado novamente depois).
A Ingrid pretendia tirar a tireóide no dia 6 de outubro por causa do diagnostico de carcinoma papilífero após uma punção. Ela se sentia “muita sozinha, e com medo de estar ficando paranóica”.
Respondi da seguinte maneira: Quando descobriram os meus nódulos, fui investigar sobre problemas com a tireóide e descobri que são muito mais comuns do que pensamos. E que muitas das minhas amigas e parentes estão em tratamento ou fizeram a cirurgia e eu nem sabia, porque estão convivendo bem. Minha cunhada me contou que toma um remédio bem parecido com o meu desde a sua adolescência (e ela agora tem 55 anos) e, na semana passada, uma amiga de muitos anos (que mora distante) também compartilhou que está tratando um desequilíbrio hormonal causado por disfunção na tireóide, com sucesso, há uns dez anos.
Entretanto, sei que o susto pode ser grande. A melhor coisa para fazer é aproveitar a ocasião para repensar a sua vida, as suas atitudes, prioridades, relacionamentos. Confie no médico e converse com outras pessoas. Você poderá ficar impressionada quando descobrir quantas lidaram ou que estão lidando com doenças tireoidianas. Assim você não se sentirá tão sozinha. Ainda que o nódulo seja canceroso, saiba que muitos cânceres de tireóide (a maioria) respondem bem aos tratamentos e tenho a impressão que o papilífero é a “melhor” de todos (o menos maléfico).
Seguem alguns sites que podem lhe dar mais informações sobre a tireóide, sua função e doenças. Vale a pena se informar, pois assim você desfará alguns mitos ou conceitos errôneos e pode se preparar melhorar. Creio que sentirá menos medo também.
http://www.indatir.org.br/a_tiroide.htm
http://saude.abril.com.br/especiais/tireoide/tireoide.shtml
Espero que isto ajude. Fique calma. Faça a cirurgia e nos conte depois como foi.
O Mário está preocupado com o fato da esposa começar a sentir “forte comichão” nas pernas, braços e cabeça depois de dois anos. É possível que o “especialista” tenha razão sobre a causa não ser o hormônio sintético. Entretanto, deve existir uma causa e sugiro que eles procurem um clínico geral para orientá-los sobre que tipo de especialista consultar. Se fosse logo depois da cirurgia, eu pensaria nas paratireóides. Agora não sei. Mas vale a pena pesquisar. De repente, a solução é algo bem simples e ela será grandemente aliviada…
A Mônica deve já ter feito a remoção total. A punção já mostrou câncer mas ela está encorajada com as chances de cura deste tipo e escreve palavras encorajadoras enquanto expressa seus temores. É bonito ver alguém declarar que ama seu marido depois de várias décadas de companheirismo. Estamos torcendo por você, Mônica, e esperando a continuação do seu relato. A Maria Salomé também está com medo mas agradece as informações.
Creio que a Noemir ainda não leu meus outros posts porque pergunta algumas coisas que já respondi. Está feliz porque a suspeita de câncer (via punção) não se concretizou. Sim, Noemir, a rouquidão é um problema para alguns de nós, mas eu esperaria mais algum tempo antes de me preocupar. Depois de quatro meses, eu ainda noto melhoras significativas, lentas, mas certas. A respeito da dor no pescoço, se não passar, consulte um clínico geral, descreva exatamente o que sente, e ele deverá lhe encaminhar para o médico que poderá lhe ajudar. É bem possível que as suas queixas não tenham nada a ver com a dosagem do hormônio, exceto a ansiedade se for algo muito diferente do seu jeito normal de ser. Entretanto, muitas pessoas com problemas de tireóide conseguem um equilíbrio emocional muito melhor com o tratamento adequado.
Outra Mônica fez uma cirurgia parcial e não precisa tomar hormônios. O problema dela, depois de sete meses, ainda é com a voz. O otorrino sugeriu outra cirurgia, desta vez nas cordas vocais, mas ela escreve, aliviada e feliz, que foi ver o cirurgião e que este sugeriu que fizesse fono. Vá em frente, moça, mas como já comentei lá em cima, não espere por Inokitas lhe passar o telefone da pessoa que ajudou com a voz dela, pois ela mora bem, bem longe da gente. A Priscila, 1 mês e 15 dias depois da retirada de um módulo, também foi passada para um fono porque sua voz “quase não sai.”
Pronto, vou parar por aqui. Parece que gastei mais tempo inserindo os links aos comentários e artigos, do que respondendo aos comentários. Mas espero que este ajuntamento de pensamentos e interações dos leitores com as minhas respostas possam servir para aumentar o conhecimento de vocês e de encorajamento para aqueles que ainda passam ou passarão por esses procedimentos.
Até a próxima. Betty
Prezado Valtemir:
Não sei bem o que sugerir pois nunca fiz fonoterapia. Entretanto, imagino que você deve ter aprendido alguns exercícios que poderá fazer em casa sozinho, se não tiver o dinheiro para fazer o tratamento. Outra opção seria inquirir com conhecidos sobre a experiência deles com outros especialistas nesta área, para depois obter outra opinião. Leve o relato da cirurgia e quaisquer exames posteriores. A minha voz demorou bastante para voltar ao normal, mas voltou. Entretanto, tem vezes que a voz realmente fica afetada de vez. As pessoas, então, precisam aprender a se adaptar da melhor maneira possível, falando mais através do diafragma, evitando certos alimentos antes de ter que falar, etc. Depois nos atualize sobre os resultados finais.
Abs, Betty
ola bett tenho dúvida, sobre quem é submetido atireoidectomia total sendo que depois o resultado da benigno isso quer dizer que não será preciso fazer iodoterapia?tireoidectomia so é indicado nos casos de cancer? com pode depois da benígno?
Olá, Cleide:
Se for benigno, não é canceroso e não será preciso fazer iodoterapia. Que bom, não?!
Abs, Betty
Eu vou fazer a cirurgia semana que vem, o nodulo é de 8 cm, que dreno é esse que vi os comentarios? A gente fica com esse dreno? até quando? alguem sabe se já teve caso de alguém que ficou com esse dreno? Estou com medo disso!!!!
bet eu quero saber mesmo depois do exame da punçao se o resultado da carcinoma papilífero,se pode dá benígno na congelaçao.
Olá.
Como vc fiz uma cirurgia de tireoidectomia total,pois,tive uma doença rara,um cisto tireoglosso que desenvolveu em carcinoma papilífero,assim comprometeu tota a tireoide e quando fui fazer a punçao com ultrassom foram encontrados outros nódulos.Fiz a cirurgia dia 21/5/2010.Minha recuperação foi ótima pq em menos de 48 horas de cirurgia já havia tido alta.Minha voz já voltou ao normal,o que pra mim é excelente ,pois sou professora,estou tomando o puram e dia 15/7 vou passar com a endocrinologista para marcar a iodoterapia.Sei que esse tratamento é complicado pelas limitações,mas o que tiver que acontecer não tem problema sabe pq? DEUS esse é o significado de tudo , e ELE é bendito e simplesmente Maravilhoso e quando passamos por algo ,e se fecha uma porta logo se abre uma janela,pq DEUS dá providencia.E a vida da gente é assim cheia de provações.Basta confiar e confiar.Que DEUS abençoe a todos.
Agradeço pela oportunidade de expor a glória Divina,entregue sua vida á ele e tudo tudo dará certo.
Beijão.Marcia.
Sobre a voz
Olá para todos, e em especial p/ Teresa (de Portugal) e agora p/ o Valtemir
Fiz a cirurgia na tiróide há 1 ano e 4 meses. Fiquei com a corda vocal esquerda paralisada. Fiz fonoterapia (pelo convênio). Não achei proveitosa. Hoje percebo que deveria ter procurado uma fono especializada em fono hospitalar/corda vocal. Tb não fiz no Hospital onde operei, pq lá o convênio não cobria e era muito caro. Foi preciso este ano então, fazer uma micro-cirurgia. Fiz no dia 2/7 (aplicação do ácido do botox) na corda vocal. O procedimento foi rápido, a equipe médica foi sensacional.
Sai falando e SUPER feliz. Como faz falta a voz. Já retornei na médica, fiz exame de corda vocal, e está tudo ótimo (GRAÇAS A DEUS). Mais adiante, qdo este ácido for absorvido pelo organismo, caso a corda vocal volte a ficar paralisada, poderei optar em fazer novamente esta aplicação ou colocar uma prótese de silicone. Para qulaquer informação mais detalhada a respeito, informarei com a maior prazer.
Mônica
Olá Telma como vai? Não precisa ficar preocupada, não é nada de mais esse dreno, ele é colocado assim q vc faz a cirurgia e fica com durante pouco tempo, é só o periodo q vc fica no hospital, no meu caso fiquei 4 dias, incomoda um pouquinho. Não precise se preocupar, um abraço e boa sorte
fiz a cirurgia não tenho o que reclamar ,mas quando fui pegar o resultado da biopsia descobrir que era maligno e queria obter informaçoes sobre a iodoterapia
Betty obrigada,muito obrigada pelo seu cuidado e preocupaçao.Estou sempre cá a ler todas as noticias valiosas que surgem neste blog.
Mónica
Que boa e extraordinária notícia acabo de ler!Ainda bem que a sua voz voltou ao normal.. Eu vou esperar um ano e depois farei o mesmo.Esta v oz sussurrante dá muita infelicidade. Nao sei onde se faz essa colocação de botox, em portugal.Estive há dias noutro otorrino e ele disse que não conhecia quem o fazia. BJS Teresa (portugal)
Querida Elsa:
Em primeiro lugar, é bom pegar informações com os especialistas que cuidarão de você. Quando eles indicarem o local para fazer o tratamento, este hospital normalmente também poderá providenciar muitos dados necessários para ajudar na sua preparação. Às vezes, eles tem folhetos. Ou um lugar no site com informações para pacientes.
Você já olhou os posts número 9 e 10 no meu blog http://www.cronicasdocotidiano.com ? Lá tem links para vários sites que tratam deste assunto e também comentários por pessoas que já passaram por isto.
Fique com calma. Às vezes, os médicos resolvem que há pouca chance do cancer ter espalhado e nem pedem a iodoterapia, apenas acompanhamento. Outras, fazem um exame com iodo que é um pouco chato, mas que pode lhe livrar de tratamento, conforme o resultado. Se tiver que fazer, anime-se com o fato que este processo é bem mais curto e muito mais eficaz do que aqueles exigidos por outros tipos de câncer. São umas poucas semanas…
Espero que isto ajude.
Abs, Betty
Fiz uma tireoidectomia total no dia 17/06/2010 onde acima e abaixo da cicatriz tem um inchaço duro, que meu médico diz ser uma “Fibrose”. Segundo ele, a minha cirurgia como é muito recente, terei que ter paciência que isso sumirá. Gostaria de saber uma segunda opinião, já que confio no meu médico e em Deus que me curou de não ser nada maligno. Um grande abraço e no aguardo de uma resposta. Muito Obrigada.
Olá Cida, eu tb fiquei com esse mesmo inchaço e olha q a minha cirurgia ja tem 3 meses, mas o meu medico disse que isso sumirá tb, que nao precisava eu me preocupar. Um grande abraço
Bom dia a todos em especial a Bety.
Tenho pensado em postar há algum tempo, mais achei melhor esperar passar a cirurgia, assim teria mais comentários a fazer.
Primeiramente quero registrar a importância que teve pra mim ter encontrado este blog e ter lido não só a os relatos da autora como de todos os participantes. Isso aconteceu exatamente quando recebi a noticia de meu endocrinologista dizendo que eu teria que me submeter a uma tireidoctomia total e em meio a muitas pesquisa na internet eu descobri este blog que como já disse me trouxe conteúdos de muitos auxilio.
Tenho 37 anos, sou casada, tenho um filho de 10 anos e trabalho há quase vinte anos como secretária. A noticia da cirurgia caiu como uma bomba em minha vida já que não esperava por isso, para mim estava fazendo exames pra tentar identificar disfunções da tiróide por indicação de meu ginecologista, uma vez que estava tendo muitos problemas com relação a minha menstruação, aumento de peso, alterações de humor e outros inconvenientes que chegaram a ser tratados até como TPM, porém sem nenhum resultado ..De repente descobri que possuía uma tiróide que não funcionava e que ainda por cima estava infestada de nódulos que variavam de 0,5 cm até 8 cm, no total mais de 15. O endocrinologista me orientou a procurar um cirurgião e como moro no interior optei por procurar um especialista na capital pois possuo um bom plano de saúde e felizmente condições de fazer um bom tratamento.
No dia 08 de junho de 2010 consultei a cirurgiã pela primeira vez, ela viu os exames e de imediato já quis marcar a cirurgia, eu exitei e disse que precisava verificar uma data que ficasse boa levando em consideração o meu marido, meu filho e meu trabalho, já que como toda “mulher moderna” tinha que primeiro pensar nos outros. No dia 07 de julho retornei ao consultório da cirurgiã, dessa vez já mais decidida e confiante, eu tinha lido muito sobre a cirurgia, todo seu inconveniente e benefícios, sinceramente todo meu organismo esta sofrendo pela falência da tiróide e a minha esperança é que ele entre nos eixos após a cirurgia e posterior tratamento. Perguntei a ela se tinha alguma recomendação especial quanto ao pós cirúrgico e ela sorrindo disse que no meu caso ela achava essencial três coisas: a primeira: calma, tranqüilidade e paciência, pois tinha percebido que sou uma pessoa muito agitada e ansiosa; a segunda: nada de sol por pelo menos quatro meses, ela tinha notado minhas gritantes marcas de biquíni e a terceira e ultima eu achei muito engraçada: usar soutien 24 horas por dia durante estes quatro meses, ela havia percebido que eu estava sem durante a consulta e achou interessante dar um toque.
No dia 21 de julho fui submetida a cirurgia de tiroidectomia total e felizmente correu todo bem. A cirurgia em si não teve nenhum tipo de complicação, mais cirurgia é sempre cirurgia, uma invasão ao nosso corpo. Noite longa mais tranqüila, tive alta as 13:30hs. do 22 de julho, tendo apenas dois inconvenientes. O primeiro os formigamentos e câimbras sobre os quais havia lido muito, me perseguem desde o primeiro momento em que me lembro estar lúcida após a cirurgia. O segundo a dificuldade dos enfermeiros em remover o dreno, o que trouxe uma dor um pouco maior do que geralmente ocorre. Segunda a médica-cirurgiã eu mesma por conta do meu nervosismo e ansiedade estava prendendo o dito dreno ao meu corpo, os enfermeiros ficaram com receio de me machucar tiveram que chamá-la de volta para examinar. Mais uma vez ela me disse uma coisa que havia feito questão de enfatizar. FICAR CALMA, TRANQUILA é essencial para uma boa recuperação de qualquer cirurgia e no caso da minha era mais importante ainda.
Bom, logo após a cirurgia eu entendi a recomendação que ela me fez no consultório quanto ao uso de soutien, é que eu sentia a minha pele na região da cirurgia sendo puxada para baixo o que aumentava o desconforto e percebi assim que coloquei a peça intima, um alivio imediato. Após a alta nos encaminhamos para o hotel, como eu disse sou do interior portanto teria que ficar na cidade até a consulta do retorno da cirurgia, marcada para o dia 26 de julho. Tenho que dizer que foram longos dias, longe do meu filho, da minha mãe, da minha casa, porém quanto a cirurgia em si, tudo exatamente como previsto por mim através de tudo que li e das coisas que ouvi dos médicos e pessoas que já tinham passado pela mesma experiência. As dores iam diminuindo aos poucos e a única coisa que realmente me incomodava eram as câimbras e formigamento. No dia 26 de julho retornei ao consultório, a cirurgiã trocou o curativo e disse que se eu seguir todas as indicações dela a cicatriz vai ficar perfeita, mais o prazo são os mesmos quatro meses que ela já havia me dito. A boa noticia foi que ela me autorizou a viajar e eu estava morrendo de saudades do meu filho.
Hoje é dia 30 de julho, já se passaram 9 (nove) dias e eu estou muito bem, lógico, dentro do que se pode dizer que seja um bom pós operatório, meu único incomodo continua sendo os formigamentos e câimbras, alias a cirurgiã já havia me dito que teremos que aguardar até que as glândulas paratiroidianas voltem a funcionar, já que é regra que ela fique paralisada por um tempo após a cirurgia (enquanto isso vou tomando cálcio), eu estou um pouco rouca também, mais como resfriei após a cirurgia não sei dizer se realmente é por conta do resfriado ou da cirurgia, de qualquer forma vou pedir uma indicação para fonoaudióloga, . Na verdade tem horas que nem acredito em tudo o que aconteceu, de forma tão rápida e Divina. O carinho das pessoas que me cercam tem sido muito importante pro meu restabelecimento. Sinto falta de muitas coisas, de conversar (não posso falar muito pois ainda me canso muito facilmente) , das minhas caminhadas, do meu trabalho, dos meus saltos altos, enfim da rotina agitada que eu tinha, mais tudo é uma questão de tempo e creio que muito em breve estarei de volta ao “batente”.
Devo retornar ao consultório na próxima segunda dia 02 de agosto e com a força e a Graça de Deus receberei alta. Até aqui, o que eu posso garantir a vocês é que continuo como em toda minha vida, tendo muito mais a agradecer a Deus do que a pedir, pois sei das dificuldades que muitas pessoas passam ao descobrirem que possuem alguma doença e não tem condições de se tratar, ou que dependem do sistema público de saúde que muitas vezes não consegue satisfazer as necessidades do doente, felizmente não é o meu caso. Achei importante dividir com vocês a minha história que até aqui tem sido tranqüila e muito abençoada, pois acredito que através dela estarei auxiliando outras pessoas que aguardam ansiosas o momento da cirurgia ou ainda estão se recuperando. Um beijão a todos e assim que tiver mais novidades eu volto.
Tenho 25 anos, trabalho na área da saúde, é foi no meu trabalho que descobri que tinha um nódulo na tiréoide. No início fiquei super nervorsa, fiz a punção e o resultado foi suspeito de carcinoma papilífero, eu não sei mas fiquei tranquila, somente no dia que lhe levei ao meu médico e que cair na real. Quando ele falou que ia fazer cirurgia e que me explicou tudo, foi ai que caiu minha ficha, antes disso eu já sabia que ia fazer cirurgia, mas foi somente nesse dia que caiu a ficha!!!!!! Foi nesse dia que eu descobrir esse blog!!! Fiquei muito feliz por que descobrir muita coisa e perdir o medo!!!
Minha cirúrgia foi dia 29-07-10 (3 dias atrás) e já estou em casa, graças a Deus, me recuperando muito bem. O resultado foi tireoidectomia total, a patologista estava na sala e fez o teste lá mesmo, era maligno. Mas estava no ínicio, foi muita sorte descobrir tudo muito cedo, eu tive a oportunidade de trabalha com excelentes profissionais da área da saúde que me ajudaram muito. Agora estou em casa me recuperando, vou fazer iodoterapia, espero que seja apenas 1 seção.!!!!
Beth, muito obrigada por nós proporcionar essas informações que tanto precisamos!!!!
Um abraço para todos!!!
Monica
como vai essa voz? Tenho muita curiosidade saber como está a evoluir.
Vou dia 5 de Agosto, ao Porto consultar mais um otorrino. Até agora nenhum me deu a esperança que eu desejava. Para me submeter a uma operação como a sua tenho que esperar um ano e não sei onde a deve fazer. Neste momento, não tenho esperança, nem fé.
Betty
obrigada,pelo seu trabalho fantástico e que eu nao era capaz de realizar.
beijos a todas
teresa (portugal)
Olá Teresa
A minha voz está ótima. Esta falta de esperança e fé eu tb tive, sei como é dificil ficar sem voz, fazer força p/ falar e respirar ao mesmo tempo, engasgar… mas depois que voltei a falar bem, tudo na vida ficou maravilhoso. Eu fiz este procedimento após 1 ano e 5 meses (agora estou descontando td, falo o dia inteiro). A médica que fez esta aplicação, esteve fazendo cursos na Itália e acredito que tenha conhecido muitos otorrinos. Se vc quiser, posso tentar entrar em contato, e perguntar se ela conhece e indique um otorrino em Portugal. Aqui no Brasil, tb não é comum este procedimento, é difícil encontrar um médico que faça esta aplicação, normalmente eles realizam a cirurgia de colocação da prótese de silicone. Mas qdo eu lembro da habilidade com que a médica fez a aplicação, agradeço a DEUS por ter colocado ela no meu caminho. Não perca a esperança.
Bjos a todas
Mônica
Monica
Agradeço as suas palavras e peço-lhe também que quando falar com a sua médica lhe pergunte se sabe de algum médico que faça essa operação em Portugal.
Para mim é facil ir ao Brasil, Já estive duas vezes em S. Paulo tenho um irmao e familia em S. Paulo. Eu tenho um imovel em S. Paulo, STO. Amaro. O meu pai viveu e trabalhou muitos anos no Brasil.
Fico feliz por você ter recuperado a sua voz, depois de a perdermos é que sabemos a sua importância. Há dez meses que estou assim.
Betty
Obrigada
Beijos a todas
Teresa
Hoje retirei os pontos, minha cirurgia está ótima, o médico falou que a cicatriz vai ficar bem discreta, quase não vai dar para perceber, mas depois eu ainda vou no demartologista para passar alguma pomada para sumir a marca. Eu tive caimbrã e formigamento, tive qu tomar o remédio, mas estou muito bem, já vou voltar ao trabalho, mas depois retorno para a iodoterapia. Minha voz está quase normal, só não estou forçando muito. Amanhã eu começo a reposição de hormônio. Quem ja tomou ou toma sabe se da algum tipo de reação?
E se eu vou poder engravidar normalmente quando eu quiser?
Beijos para todas.
Teresa,
Não desista tenha sempre muita fé, isso é muito importante nesse momento, Deus tem o poder de ajudar sempre.
Beijoss
Telma, pessoalmente, não conheço ninguem que teve “reação” ao remédio. Às vezes, leva algum tempo para acertar a dosagem. No meu caso, deu certo imediatamente. Sobre a gravidez, é melhor falar com seu endocrino ou ginecologista ou clínico geral. Ou todos os três, se tiver. Assim vc pode juntar as informações. No site do Dr. Celso Mello, tem a seguinte informação que parece indicar que a gravidez vai ser possível. http://www.drcelsomello.com.br/teroide.htm
O Iodo131 NÃO PODE ser administrado a gestantes. Desta forma, qualquer possibilidade de gravidez tem de ser afastada. Após o tratamento, a gravidez deve ser EVITADA por, pelo menos, 6 meses.
Abs, Betty
Acabo de ler as mensagens. Confesso que chorei.Fiquei muito comovida
com as palavras da Telma e da Mónica. É comovente
saber que lá longe alguém me dirige palavras de conforto e carinho.
`A Betty continua com o seu espírito de missão e sabedoria. Bem-haja.
Mónica
O seu problema que é semelhante ao meu faz com tenha necessidade de estar em contacto consigo.
Ainda bem que tudo está a correr bem.
Quanto a mim.Há dez meses com a corda vocal direita paralizada, acontece o seguinte:
Fui há um mês a um otorrino aqui na minha cidade que após exames me mandou para a fono e me perguntou se acreditava em milagres.
Vim de lá muito deprimida e resolvi ir a uma médica cujo nome vi na net e estive com ela ontem.
Ela voltou a fazer-me exames e deu-me duas fantásticas informações
1-Faz cirurgia as cordas vocais injectanda na paralizada a gordura da própria pessoa
2-A minha corda vocal direita não está neste momento paralizada.mas sim vibrando a um ritmo diferente da que está boa.
Agora é uma questão de tempo e muita paciência.
«NUNCA SE PODE DIZER NEM SEMPRE NEM NUNCA»
Vou aguardar mais tres meses e depois decido o que fazer.
Telma
Obrigada e melhoras rápidas.
Abs
Teresa
Olá meninas,
Bety, obrigado pela demonstração de carinho.
Fui na consulta agendada para o dia 02 de agosto, tudo tranqüilo, só não pude retirar o curativo porque ainda não estava 100% a questão dos pontos. No mais dentro do previsto. Após a TT foram extraidos muitos nódulos da minha tiróide mais somente um foi diagnosticado como maligno. A cirurgiã pediu para encaminhar para outro laboratório em São Paulo para confirmação do diagnóstico. Devo retornar para refazer os exames no próximo dia 24 quando já então haverá a confirmação ou não do resultado. Confesso a vocês que não estou tão desesperada quanto achei que ficaria. Acho que tudo esta acontecendo ao seu tempo e num ritmo muito bom. Retirei os curativos no sábado dia 07 de agosto e tive uma crise de choro e desespero, por mais que eu achasse que estava preparada, no fundo não estava … .mais isso não tem a ver com a saúde em si, mais com a vaidade de mulher… lembro de dizer ao meu marido: “como uma mulher pode se sentir sex e atraente com um talho de quase 15 cm no pescoço?”. A boa noticia é que foi apenas na hora do choque mesmo, depois tudo se normalizou. Não vou dizer que está a coisa mais linda do mundo, mais sei que com o tempo vai praticamente desaparecer, tenho cicatrizes de outras cirurgias quase imperceptíveis … então é mais uma oportunidade de exercitar minha paciência e humildade. No dia 05 de agosto comecei a tomar o hormônio, no começo não notei nenhuma alteração, mais ultimamente tenho sentido muito sono e cansaço, talvez tenha que aumentar a dose. Eu desinchei um pouco e já voltei a trabalhar no dia 09 de agosto em meio período. Com certeza isso vai me ajudar a passar o tempo, acho que não tem nada pior que ficar sozinha remoendo dúvidas e angustias.
Mais o bom mesmo é estar ao lado de meus familiares e pessoas queridas que tem demonstrado através de carinho e companheirismo muito afeto por mim.
Tereza: Desculpe a intimidade mais não pude deixar de me comover com seus posts, te desejo que tenhas muita força e não perca jamais a fé e a esperança, pois são sentimentos que nos mantém firmes em nossos propósitos. Tenha sempre a certeza que Deus tem um plano para nós, com calma e sabedoria conseguiremos visualizar qual é , e seguir em frente. Muita Força pra você.
Mônica: Parabéns pelas sábias palavras que você sempre posta, com certeza servem de incentivo para muitas pessoas.
Telma: Que bom que sua recuperação está sendo tranqüila, assim como a minha. Também tive muitas câimbras e ainda tenho um pouco de formigamento e dormência nas pernas, mais sei que é uma questão de tempo para melhorarem. Estou tomando 6 comprimidos de cálcio todo dia. Mudei radicalmente minha alimentação. Agora está mais saudável que nunca. Também faço caminhadas diárias e isso é muito bom para ativar a circulação. Não vejo a hora de poder voltar a correr. Mais por enquanto tenho que seguir com o tratamento. Felizmente no geral continua tudo dentro do previsto.
Bety… mais uma vez obrigado pelo carinho e por você ter criado este blog , tenho certeza que não falo apenas por mim quando faço esses agradecimentos.
Um abraço carinhoso a todas e fé em Deus que ele sempre está nos protegendo, principalmente quando parece que não….
Rozane,
Obrigada, é melhoras para você também.
Estou bem, parei de tomar o remédio para caimbrã, meu médico disse que é para tomar só se eu voltar a sentir. Agora sei por que ando me sentindo cansada e com sono, acho que é por causa do hormônio.
Eu começei hoje o preparo para a radio iodoterapia, minha alimentação mudou muito, mas estou enfrentando numa boa. Vou fazer os exames nos dias 24 e 26, no dia 08 de setembro é o dia da minha internação, confesso que ontem quando fui na clínica, me deu um pouco de pavor, me deu vontade de sair correndo, sei lá me deu um desespero, mas depois dassou.
Vou ficar com outra pessoa internada para o tratamento també, achei melhor, acho que ficar lá sozinha é muito depressivo.´
É tudo qu eu levar para lá vai ficar lá, eu não trago nada de volta para casa.
Até agora estou enfrentado tudo meio que tranquilo, estou de casa de licença do trabalho. Ocupo meu tempo estudando e lendo bastante.
Um beijos á todas..
Betty
Muito obrigada.Hoje as palavras não saem com fluidez, mas sabes o quanto te admiro.Admiro também a fé de todas vós.A fé em Deus. A fé em Deus é um dom que eu ainda não consegui atingir, Respeito muito , mas mesmo muito todos os que acreditam.Esses são abençoados.
Assim para mim é dificil o dia a dia sem ter onde me agarrar.
A minha filha diz-me mentiras piedosas sobre a minha voz. Que está melhor ,que está quase igual,etc etc,etc. só que quando falo com alguém verifico sempre que as pessoas não ouvem o que eu digo e perguntam sempre. Como disse? Aí eu se estava esquecida do meu problema ,caio sempre na real.Acontece todos os dias e sempre que falo.A Mónica escreveu aqui,como era a voz.Baixa,cansativa soprosa, sem entuação. A nossa voz é o nosso bilhete de identidade.
A cirurgiã que operou foi descuidada, e muito insensível.
Vou esperar três meses e depois ponderar a operação, com anestesia geral e com o risco de a médica poder não injectar na corda vocal a gordura da própria pessoa no sitio certo.
Mónica, como vai a sua voz?
Telma, desejo-te rápidas melhoras.
Rozane um grande abraço e muita ,muita saúde.
Beijos e saúde para todas
Teresa
Olá Teresa , Betty e a todas as companheiras
Querida Teresa, ainda não consegui falar com a médica, e não pense que esqueci de vc. Confesso que estes dias tenho trabalhado muito e quase não tive tempo de ler este excelente blog da Betty. Quanto a minha voz, continua ótima. Fiquei mesmo muito satisfeita com a aplicação do botox na corda vocal. E não sei se já comentei, mas eu tomei anestesia local e uma leve sedação. O procedimento foi rápido. Começou às 10:00 horas e antes das 12:00 hs. já estava na minha casa. Assim que conseguir falar com a médica eu escrevo p/ vc. Ela não tem consultório, só atende em hospitais, e isto dificulta falar com ela, sem ter que marcar uma consulta. E eu irei lá só em Outubro. Mas tentarei entrar em contato antes disso.
Tente ao menos se agarrar no meu depoimento (eu mesma não tive isto, mas tenho muita fé em DEUS) e acredite: vc vai voltar a falar e ficar tão feliz como eu fiquei.
Um grande abraço
Mônica
Teresa,
Fé nós todos temos só precisamos praticar, pense em Deus, por que isso já é suficiente para ele olhar por você, mesmo se não pensar, pode ter certeza ele está olhando você, infelizmente nem todas temos a sorte de receber graças rápidas, mas eu sei que a sua vai vim sim!!!! Deus faz a sua parte, confie, a parte dele é muito grande. Faça a sua, ore bastante, pense positivo
Eu tinha fé quando tudo aconteceu, mas agora eu tenho muita mais, e estou em construção ainda vou conseguir muito.
Fica com Deus por que eu sei que ele est´contigo!
Beijos
Telma